Mostra In bando: sobre as sutilezas do abandono e seus matizes integra Arte ao Centro 2018

15.05.2018
Mostra In bando: sobre as sutilezas do abandono e seus matizes integra Arte ao Centro 2018

A exposição é assinada pelo Grupo Mira, do qual fazem parte artistas de Araraquara e de Ribeirão Preto

A exposição “In bando: sobre as sutilezas do abandono e seus matizes”, com a curadoria de Djaine Damiati, que integra a programação Arte ao Centro 2018, será aberta no dia 18 de maio, sexta-feira, no Gris Atelier em Araraquara. A assinatura é do Grupo Mira, formado pelas artistas Heloisa Junqueira e Leda Braga, de Ribeirão Preto, Sueli S Ferrer e Débora Paiva Andrade, de Araraquara, que participaram do projeto Arte ao Centro - Coletivo Brasil, em 2015 e 2016, em Torres Vedras-Portugal, bem como no primeiro intercâmbio ocorrido em 2016 em Araraquara no Gris ateliê em Araraquara.

As artistas têm trajetórias e produções distintas, o que resultou numa coletiva plural e multidisciplinar com as particularidades do processo de cada uma em que os assuntos solidão e silêncio são abordados sob a perspectiva da arte contemporânea.

A mostra apresenta linguagens como instalação, fotografia e colagem, traduzindo em projetos individuais esta reflexão atual e relevante para a sociedade.

Em virtude da identificação das realidades existentes no cenário das artes visuais do interior, o grupo se mobilizou para o embate de algumas questões com ações efetivas que produzam maior interlocução entre seu trabalho e público, entre artistas, entre artistas e instituições.

No desenvolvimento do projeto as artistas realizaram encontros periódicos para intercâmbios de ideias, processos, pesquisas e poéticas de cada uma, guiadas por uma temática de interesse comum que identificaram nas suas produções recentes.

Trata-se da sintomatologia da solidão em vários aspectos da sociedade, inclusive o da necessidade de silêncio e estar consigo, vivida tão habitualmente por artistas e intelectuais. Em tempos de redes sociais e conexões virtuais nos deparamos com infinitas possibilidades de comunicação e interação, o que nos causa a falsa sensação de estarmos constantemente em convívio, em contato. Estar só em meio à multidão ou interagindo em redes sociais é a condição do sujeito contemporâneo.

Ele vê e é visto o tempo todo. As interações possíveis com milhares de pessoas envolvem o indivíduo em uma teia poderosa e sedutora, dando-lhe a sensação de ser um super-homem conectado, interativo e amado. Mas essa cacofonia de vozes se embaralhando no seu cotidiano o impede de um qualitativo contato consigo mesmo e com o outro. As pausas são cada vez mais raras. Uma exposição sobre a solidão deve conduzir para o silêncio, para a introspecção, deve ser reveladora de si mesma, criar o espaço da pausa, da reflexão, do “ensimesmamento”. Deve ser espelho revelador. Solidão é enfermidade e é cura.

Para articulação dessas ideias e debates participaram de alguns desses encontros do Grupo Mira a Professora Doutora Paula Ramos de Oliveira, realizando experiência filosófica sobre silêncio e solidão, e os curadores Douglas de Freitas e Professora doutora Djaine Damiate, com abordagens sobre a temática e leitura dos trabalhos desenvolvidos para a exposição.

O evento que tem o apoio da Prefeitura de Araraquara, por meio da Secretaria Municipal da Cultura e Fundart.

 

Serviço:

Exposição “In bando: sobre as sutilezas do abandono e seus matizes”

Abertura: 18 de maio, às 20h

21h- Performance com o Grupo Gestus

De 19 até 30 de maio, no Gris Ateliê (Rua Vespasiano Veiga, 202 A – Araraquara – SP)

Visitas guiadas, das 14 às 18 horas, de segunda a sexta, ou com agendamento pelo telefone (16) 3214-5205

  

(Fonte: Lauro Monteiro)

 

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