Inscrições para a corrida Santo Onofre vão até o dia 28

11.12.2015
Inscrições para a corrida Santo Onofre vão até o dia 28

As inscrições para a tradicional Corrida Santa Onofre, que está na sua 36ª edição, seguem até o próximo dia 28. A competição acontece no dia 31 de dezembro, às 18h.

Os interessados em participar da prova podem se inscrever pelo site www.minhasinscricoes.com.br, mas com uma limitação: as inscrições seguem apenas até o momento em que número de 350 participantes for atingido. O valor da taxa da corrida é R$ 40 e os kits podem ser retirados no dia da prova, das 14h às 17h30, nas cabines da Arena da Fonte.

O percurso é de 7 quilômetros, com largada da Praça Scalamandré Sobrinho. Será oferecida uma premiação em dinheiro para os cinco primeiros colocados do masculino e feminino.

Mais informações pelo telefone (16) 3301-5000.

Conheça a história da prova

Firmou-se como tradição em Araraquara durante o decênio de 1980, a realização de “CORRIDA DE SANTO ONOFRE”, promovida pelo Bar do Zinho, localizado na Rua Gonçalves Dias, esquina com Av. Cristovão Colombo, região central da cidade, nas proximidades do Parque Infantil “Dona Leonor Mendes de Barros”. 


Tradicionalmente realizada no dia 31 de dezembro, a corrida integra um pequeno rol de eventos populares que merecem a aprovação, sem discordância, das diferentes camadas sociais araraquarenses. São poucos, de fato, os eventos que, em Araraquara, propiciam entretetimento sem exigir dispêndio de qualquer ordem. Nesse aspecto a “CORRIDA DE SANTO ONOFRE” pode apenas comparar-se a outra realização de cunho popular que tem Idade um pouco maior, a “Seresta a Caminho do Sol”, realizada na Praça Pedro de Toledo, sempre em uma noite próxima ao 22 de agosto, aniversário da cidade. 


A Corrida de Santo Onofre se firmou na cidade e caiu no gosto popular pela própria forma absolutamente espontânea como se originou, sem que uma pessoa sequer premeditasse ou projetasse o evento, que, depois sim, foi adotado por Daniel Marcos Rodrigues, o Zinho, (na época proprietário do Bar do Zinho, na Ria 1) que deu organização e continuidade ao evento. A prova hoje é organixada pela Prefeitura Municipal e a largada acontece diante da Arena da Fonte,


A corrida nasceu em uma tarde nos dias finais do ano de 1980, estavam no bar apenas Zinho, Dano de Lima, um menino de 12 anos que o ajudava, e um empresário e freqüentador habitual, Adail Pinto Mendes. Osvaldo Peixoto, O Bahia, morador na redondeza, passando em frente, dirigindo—se a sua casa, mereceu a admiração do Zinho, pela disposição e forma física ostentada. Apenas para encompridar uma “conversa para boi dormir”, Adail disse que seria capaz de bater Bahia numa corrida, uma prova de pedestrianismo. 


Zinho desafiou zombeteiramente o amigo, dizendo que seria ele sequer incapaz de bater o menino Dano numa volta na quadra. Nascia a “CORRIDA DE SANTO ONOFRE”. Os dois correram uma volta na quadra, saindo pela Av. Cristovão Colombo, dobrando a Rua 9 de Julho, depois a São Seraldo e, finalmente, chegando ao ponto de partida, na Rua (lonçalves Dias, no bar. Logo nos primeiros 100 metros, o menino estava bem à frente quando dobraram a esquina. Indo à porta para ver os dois apontarem pela (3onçalves Dias, nos últimos 100 metros, surpreendentemente Adail vinha, com larga vantagem, à frente. 


Zinho estranhou e, questionado, o menino mostrou-lhe a nota de mil cruzeiros que o adversário lhe dera para passar à frente. 


Mas nem com a desmoralização da zombaria Adail se entregou, e, pouco depois, passando de novo o Bahia em frente ao bar, foi desafiado por Adail, que perdeu por larga margem os 100 metros que disputaram subindo a Rua Gonçalves Dias até a Av. São Geraldo. Pois ainda assim Adail persistiu, afirmando ser sua especialidade as longas distâncias.

Por isso, dias depois, combinaram uma corrida valendo a aposta de uma caixa de cerveja. Outros fregueses foram aderindo à idéia e a disputa ficou marcada para acontecer no mesmo horário da “São Silvestre”, em São Paulo, servindo a partida lá, vista pela televisão, como horário da partida aqui, ou seja, as 11,10 minutos do dia 31 de dezembro de 1980. Frutuoso, Jaime Quatrucchi, João Andrade, Cusca, irmão de Zinho, foram alguns dos que correram, juntamente com Adail e Bahia. 

Zinho havia arrumado uma espingarda com a qual deu o tiro de partida. Vendo que alguns participantes haviam “passado do ponto”, mal ficando em pé, temendo pela segurança, Zinho pediu a colaboração do Corpo de Bombeiros e de uma guarnição da Policia Militar, no que foi prontamente atendido. Desde então também tornou-se tradição o Corpo de Bombeiros abrir a competição. Ao final dessa primeira corrida, os participantes foram brindados com uma farta mesa de cabrito e leitoa assados, que Zinho e sua mulher haviam preparado para servir como surpresa.


Ano a ano a corrida passou a ser realizada, e cada vez com mais repercussão e um maior número de atletas, boa parte ostentando fantasias bizarras. A corrida já acumula muitas histórias pitorescas, como aquela dos dois conhecidos de todos da roda, que fantasiando-se de mulher e de cavalheiro de alta classe, com “smoking” e tudo, provocaram admiração e curiosidade, não sendo reconhecidos senão depois de encerrada a prova.

 
Mas a corrida só teve um nome depois, quando os próprios freqüentadores do bar decidiram que era preciso batizar o evento. E a sugestão, logo aceita, foi que o patrono deveria ser SANTO ONOFRE, que muitos afirmam ser o protetor dos beberrões.


E, assim, não poderia ser outra a fonte dos recursos para comprar a imagem do santo que passaria a ornamentar o bar do Zinho, entronizado num lugar de honra : a rifa de um garrafão de vinho. 


Porém, a escolha acabaria provocando inúmeros protestos de pessoas que julgaram um desrespeito à religião católica. Assim, certo dia, Zinho recebeu de uma moradora nas vizinhanças, uma pequena imagem benzida em Aparecida do Norte, e algumas anotações que a mulher colhera zelosamente numa enciclopédia sobre o piedoso Santo ONOFRE: seria na realidade o protetor dos desvairados e dos desmemoriados, daí a confusão. Teria sido um monge que viveu no Egito como eremita, no século XVI, permanecendo 60 anos no deserto de Tebaída. A tradição popular também consagrou Santo ONOFRE como padroeiro do jogo e da fortuna. 


Zinho, é claro, desconhecia tantos detalhes e desculpou-se com a reclamante, em nome também dos seus amigos, não conseguindo, porém impedir que a “CORRIDA DE SANTO ONOFRE”,que promove anualmente, seja espontaneamente ligada à idéia dos abusos etílicos, estado em que participam muitos dos corredores. 

Durante os primeiros anos de sua realização a Corrida de Santo Onofre se realizava em um percurso diferente do atual  e sua largada acontecia diante do Bar do Zinho, na Rua 1. Para participar da prova o "atleta" deveria ingerir alguns como de cerveja antes da largada, e tudo acontecida com muita animação e brincadeiras. Com o passar do anos, e já bastante conhecida na cidade e região, a prova começou a receber inscrições de atletas e pessoas dispostas a participar de uma verdadeira prova de pedestrianísmo e outras categorias acabaram sendo criadas para tanto.

Hoje, organizada pela Prefeitura Municipal e já integrando o calendário oficial do município, a prova perdeu seu caráter de diversão e  é um evento tradicional da cidade e do interior do estado, atraindo atletas de todo o País.  

Revista Cidade

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