A hora da Ferroviária está chegando

23.09.2015
A hora da Ferroviária está chegando

Time e comissão técnica para 2016 precisam ser definidos rapidamente

Redação

O fim do ano se aproxima e com ele a hora de a Ferroviária começar efetivamente a se organizar para a disputa da série principal do campeonato Paulista de futebol torneio que ela não disputa desde o já distante ano de 1996, quando caiu para a 2ª divisão e iniciou um longo período de crises e decepções.

Já com uma base montada pela excelente campanha na A2 deste ano, quando com uma campanha irretocável - 17 jogos, com 13 vitórias, 1 empate e apenas 3 derrotas - a Ferroviária conquistou o título com sobras, e revelou atletas e o técnico Milton Mendes para o futebol brasileiro.

Escorada em uma vitoriosa parceria firmada com o Atletico Paranaense, a direção da SA anunciou dias atrás o plano de montar uma equipe reforçada por alguns jogadores enviados pelo furacão, além - e isso ainda não é certo -, da possibilidade de se trazer um técnico português para dirigir  o time na A1 do ano que vem.

Considerando que o atual treinador do Atletico é o ex-comandante afeano Milton Mendes, é claro que as expectativas sejam as melhores possíveis, o que levou parte da imprensa local a destacar a possibilidade de a Ferroviária receber reforços do quilate de alguns dos destaques do time paranaense no Braileirão. isso, porém, parece fora de questão.

E isso, porque o campeonato paranaense é disputado simultaneamente ao Paulistão, e não há qualquer sentido na tese de o Atletico desfalcar sua equipe de seus principais jogadores para reforçar o elenco grená.

E um adendo deve ser feito a respeito do Atletico Pararananse é que a Ferroviária não é a única equipe paulista a ter um acordo de parceria com eles, o Guaratinguetá também tem. E é lá, no time daquela cidade, que estão alguns jovens atletas do time do Paraná, todos treinados por um técnico de origem portuguesa, também ligado ao Atlético.

Ou seja: ao que tudo indica, os reforços para a Ferroviária disputar a A1 do ano que vem viriam de Guaratinguetá, e não de Curitiba.

Nada a questionar a respeito disso. É claro que de repente pode desembarcar em Araraquara um, ou dois futuros craques - revelados por aquele time paulista -, mas para quem amargou tanto tempo um dos maiores pesadelos já vividos por uma equipe profissional de tradição no País, como viveu a Ferroviária, parece que isso não pode ser tudo, e é claro que a direção afeana já deve estar olhando para outras direções.

A verdade, porém, é que o final do ano já está aí, e é importante que a Ferroviária monte sua equipe e defina a nova comissão técnica com bastante rapidez, principalmente porque é fundamental que o time já comece a treinar e a realizar amistosos ainda este ano, visando chegar ao início de 2016 com elenco e uma base já montada.

Afinal, o Paulistão é uma campeonato de tiro rápido, e um torneio assim não dá tempo de recuperação a quem não se organizou direito. Chegou capenga, não tem perdão, cai!

Revista Cidade

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