Sesc recebe mÓDIO, espetáculo de dança da Cia. Gente, do Rio de Janeiro

16.05.2017
Sesc recebe mÓDIO, espetáculo de dança da Cia. Gente, do Rio de Janeiro

Na próxima quarta-feira (17), a Cia. Gente, do Rio de Janeiro, estará no Sesc Araraquara, a partir das 18h30, com a oficina Corpo Memória, para maiores de 16 anos. O encontro propõe o uso do corpo como estratégia narrativa a partir da biografia dos participantes. A atividade é gratuita e as inscrições estão abertas na Central de atendimentos do Sesc. No dia seguinte, quinta-feira (18), o grupo apresenta o espetáculo de dança “mÓDIO”, às 20hs. Abreviação de mercantilização do ódio, ressignifica uma estética que atravessa e questiona a própria imagem do que é "violência". Os ingressos variam entre R$5 e R$17 reais.

A performance é uma atmosfera, um pulso, uma sensação, um desequilíbrio. Os desafios presentes em mÒDIO devem ser situados num campo de interesse que seu autor denominou de “conflitos estéticos, desobediência e criação”. Imerso nesse universo, em pleno ato de experimentar o corpo (e sua gestualidade abrangente) como mote do fazer dança, o processo dialoga com o estético como espaço do político.

Retomando ou por assim dizer aprofundando sua investigação sobre o tema “violência”, o criador Paulo Emílio Azevedo dessa vez não pretende expor o mesmo como pressuposto exterior a esse corpo que dança. Isto é, se nas suas obras anteriores a consequência do tema (os efeitos no corpo) era a forma apreendida para a gestão do processo criativo e orientação à dramaturgia, o que interessa em “mÒDIO” é saber mais de perto como se produz também alguns espaços de violência como pontos de energia – é possível transforma-los em lugar criativo? Para isso, a pesquisa levou em consideração uma série de estratégias, as quais por sua vez incidiram em determinadas expressões no cotidiano que revelam situações de conflito e contenção de pulsões. 

Nesse instante, duas questões orientaram a criação: observar tantas vezes as dimensões do dispêndio de energia de um ato de fúria, outrora sua possível fabricação (economia) do ódio e identificar como imagens se transformam em imaginários e representações na condição de sustentar uma moral. Tarefa nada simples, levando os interlocutores (em cena e fora dela) a extenuantes períodos de busca pelas possibilidades de respostas e mais perguntas, chegou-se a uma célula criativa – o desequilíbrio. 

Neste caso, o desequilíbrio pode ser ao mesmo instante um movimento peculiar na forma de fazer dança, mas também uma provocação à desconstrução dessas imagens/imaginários/moral que diagnosticam a violência em seu recorrente modus operandi. No revés, a arte como espaço-tempo privilegiado na invenção de mundos; a liberdade sonhada e vivida no corpo que dança passeia noutra direção dessa “mercantilização do ódio” – de fato, contrapontos à fabricação de verdades e sua consequente sistematização de redes de controle e manipulação da subjetividade alheia. MÓDIO é uma atmosfera, uma sensação. Foi necessário desequilibrar a pureza do ideal homogeneizador para emergir e ou extrapolar o protagonismo de uma manifesto da diversidade.

 

Serviço:

Espetáculo de Dança mÓdio

Dia: 18/5, quinta

Horário: 20h

Local: Teatro

Classificação: 16 anos

 

Ingressos:

R$ 5,00 (Matriculados no Sesc / Credencial Plena);

R$ 8,50 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante);

R$ 17,00(Inteira / Credencial Atividades).

Revista Cidade

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