Ilhabela é um presente da natureza

28.08.2015
Ilhabela é um presente da natureza

Um lugar maravilhoso e cheio de histórias para contar atrai turistas de todo o mundo

 

Um dos únicos municípios–arquipélagos marinhos brasileiros, Ilhabela é um dos mais belos cartões postais do litoral norte do estado de São Paulo, mais especificamente da microrregião de Caraguatatuba.

Com uma das mais acidentadas paisagens da região costeira brasileira, a cidade tem o aspecto geral de um conjunto montanhoso – formado pelo Maciço de São Sebastião e Maciço da Serraria, além da acidentada Península do Boi.

Banhado pelo oceano Atlântico, o município está localizado a 135 quilômetros da capital e a 140 quilômetros da divisa com o estado do Rio de Janeiro, e um pouco ao sul do Trópico de Capricórnio, que passa sobre a cidade vizinha de Ubatuba.

Com um território de 348,3 km² (IBGE) as principais ilhas do município de Ilhabela são, pela ordem - em termos de área -, a de São Sebastião, a dos Búzios, a da Vitória e a dos Pescadores. Fazem parte ainda do arquipélago os ilhotes das Cabras, da Sumítica, da Serraria, dos Castelhanos, da Lagoa, da Figueira e das Enchovas.

A Ilha de São Sebastião - onde fica a área urbana do município - está localizada defronte aos municípios de São Sebastião a noroeste e Caraguatatuba a norte. Com 337,5 km², a Ilha de São Sebastião é a segunda maior ilha marítima do Brasil, superada apenas pela de Santa Catarina, que abriga Florianópolis, a capital daquele estado.

Em sua orla – com cerca de 130 quilômetros extensão – o relevo desenha reentrâncias e mergulhos, com 45 praias principais e outra dezena de pequeninas praias situadas, irregularmente, ao pé das escarpas.

História

Pesquisas arqueológicas realizadas desde o final da década de 90 mostram que pelo menos quatro das ilhas do arquipélago de Ilhabela foram habitadas muito antes da chegada dos europeus ao Brasil. Isso foi possível graças à descoberta de sítios arqueológicos pré-coloniais denominados "concheiros", "abrigos sob rocha" e "aldeias indígenas".

Os "concheiros" permitiram aos arqueólogos concluírem que os primeiros habitantes do arquipélago foram os chamados "homens pescadores-coletores do litoral", indígenas que não dominavam a agricultura e nem a produção de cerâmica, sobrevivendo apenas do que encontravam na natureza, especialmente animais marinhos.

Não existe ainda a datação de nenhum desses "concheiros".

Também foi encontrada na Ilha de São Sebastião grande quantidade de cerâmica indígena da tradição Itararé, possivelmente produzida por indígenas do tronco linguístico macro-jê. Não há, até o momento, nenhuma evidência arqueológica de que tenha existido no arquipélago alguma aldeia do tronco linguístico tupi.

Revista Cidade

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