Especial celebra centenário do fim da Primeira Guerra Mundial

08.05.2018
Especial celebra centenário do fim da Primeira Guerra Mundial

Iniciativa destaca documentos do acervo do CEDEM sobre o evento

No centenário do fim da Primeira Grande Guerra (1914 – 1918), o Centro de Documentação e Memória (CEDEM), da Unesp, com base em seu acervo, publica um especial intitulado Primeira Grande Guerra.

Produzido pela historiadora do CEDEM Renata Cotrin, o especial visa enfatizar a dura vida dos trabalhadores em meio ao conflito e os esforços de grupos contrários à guerra para evitar que a contenda se prolongasse. 

Destaca-se a iniciativa de sindicalistas, ainda em 1915, para a organização de um congresso em favor da paz.  A documentação desse evento, que não chegou a ser realizado por intransigência do governo espanhol, encontra-se no CEDEM, disponível para pesquisa. 

Os textos podem ser acessado em: http://www.cedem.unesp.br/#!/primeira-grande-guerra/

 

Catástrofe sem precedentes - A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) continua a ser referida como a Grande Guerra e não por acaso. O seu impacto foi enorme uma vez que ela alterou o padrão então vigente nos combates. Esses estavam circunscritos aos exércitos, que se enfrentavam num espaço determinado, o campo de batalha. A situação mudou radicalmente quando França, Grã-Bretanha e Império Russo, que formavam a Tríplice Entente, enfrentam a Alemanhã, o Império Austro-Húngaro e o Império Otomano, reunidos na Tríplice Aliança.

Pode-se supor que os governantes que decidiram resolver suas diferenças pelas armas não tivessem as dimensões da catástrofe que estavam prestes a iniciar. Esta foi a primeira guerra industrial, que envolveu novos tipos de armamentos, como granadas, morteiros, metralhadoras, lança chamas, tanques. As temidas armas químicas, com seus efeitos devastadores, também estiveram presentes, assim como os aviões, equipados com bombas, os navios os submarinos.  As táticas mobilizadas em guerras anteriores tornaram-se obsoletas e a cavalaria e a infantaria, antes tão decisivas, perderam terreno, afinal, o que podiam soldados e cavalos contra uma saraivada de balas de metralhadoras?

A indústria, responsável por liberar a capacidade produtiva humana, mostrava sua face cruel e enorme capacidade destruidora, propiciada pela produção de armamentos em escala inédita. Não se tratava mais de vencer o inimigo, mas de aniquilá-lo, o que justificava os ataques à população civil, às cidades, às áreas produtivas. Vivenciava-se, pela primeira vez, um novo tipo de guerra. Se, no início, esperava-se que o conflito fosse resolvido em breve espaço de tempo, a realidade mostrou-se bem mais complexa.

Com poderio bélico equivalente, a luta entre as potencias envolvidas foi longa e encaniçada, como testemunham as trincheiras, construídas para defender uma dada posição, o que obrigava os soldados a permanecerem por meses a fio nesses espaços improvisados, submetidos às inclemencias do tempo. À medida que o conflito se arrastava, evidenciavam-se os seus custos em termos humanos. Calculam-se os mortos em pelo menos 10 milhões e os feridos atingiram a casa dos 20 milhões.  

Revista Cidade

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