Araraquarenses participam do evento Recriação Histórica Defesa do Túnel e luta nas trincheiras de 32

19.09.2017
Araraquarenses participam do evento Recriação Histórica Defesa do Túnel e luta nas trincheiras de 32

MMDC de Araraquara esteve representado no evento realizado na cidade de Cruzeiro. Membros da entidade, o Subtenente Marcos Galiani e o Sargento Eudes Abrahão da Silva participaram da recriação histórica

O Instituto Epý em parceria com a Prefeitura de Cruzeiro, Sociedade Veteranos de 32 e Instituto ValeParaibano realizou no final de semana (16 e 17 de setembro) a "Recriação Histórica da Defesa do Túnel da Mantiqueira", batalha real acontecida no ano de 1932 durante o desenrolar da Revolução Constitucionalista. O evento marcou a celebração dos 85 anos da Revolução de 1932, quando o estado de São Paulo se levantou em armas pela constitucionalização do País.

A recriação Histórica contou com a participação do 56º Núcleo do MMDC Heróis de Araraquara, que esteve representado pelo Subtenente Marcos Galiani e pelo Sargento Eudes Abrahão da Silva, diretores da entidade criada na cidade pela Polícia Militar em 29 de novembro de 2016.

A  atividade aconteceu nos mesmos locais históricos que marcaram o período, onde os participantes buscaram retratar as pessoas e eventos do passado. Cuidadosamente preparadas as ações se desenrolaram com grupos fardados em uniformes idênticos aos utilizados pelas tropas de 32, bem como armas e utensílios. 

A recriação contou com ações similares as que aconteceram na batalha original, e os grupos acamparam na Serra da Mantiqueira, simularam a batalha de defesa do Túnel ferroviário lozalizado no local e prepararam alimentos semelhantes aos que eram consumidos na época. A ideia era vivenciar o passado, e sentir na pele o que homens da época passaram.

A proposta dos organizadores para a representação, que era recriar a dura luta nas trincheiras durante a Revolução Constitucionalista de 1932, as dificuldades de abastecimento nas montanhas, e, principalmente a heroica defesa do túnel da Mantiqueira, onde por longos três meses, poucos homens lutaram contra o enorme exército federal, sob o brado de “Pelo túnel, não passarão!”, se realizou com abnegação de todos os participantes.

Os araraquarenses visitaram ainda espaços reservados para observação e circulação no “campo de batalha”, e também estiveram no museu temporário criado no local para expor os diferentes tipos de fardas, capacetes, armas e equipamentos usados pelos voluntários. O evento contou ainda com uma exposição com reprodução de fotografias antigas e quadros de artistas sobre o período.

 

Araraquara na Revolução

Araraquara, na época uma pequena cidade, teve grande participação no movimento de 32, enviando, 541 voluntários para os campos de batalha, dentre eles uma mulher, Dna May de Souza Neves, esposa do doutor Camilo Gavião de Souza Neves, que serviu como enfermeira

Os voluntários civis da cidade começaram a embarcar na estação ferroviária no 13 de julho, com a maioria deles seguindo para São Paulo e Campinas para se integrar às forças que estavam se formando pela constitucionalização do país. A Força Pública de Araraquara embarcou ainda antes, deixando o policiamento da cidade a cargo do Tiro de Guerra local.

Seis voluntários de Araraquara morreram em batalha (Tenente Joaquim Nunes Cabral, Sargento Valdomiro Machado, Joaquim Alves, Diógenes Muniz Barreto, José Cesarini e Bento de Barros) e mais dois depois do conflito (Octávio de Oliveira Ameduro e Augusto Moraes). Recuperados pelo município, os depojos foram enterrados no Mausoléu erijido por encomenda da Prefeitura na cidade de Campinas, e inaugurado no Cemitério São Bento no dia 9 de julho de 1932. O antigo Mausoléu, hoje é um monumento e está localizado na primeira rotatória da Avenida Bento de Abreu.

Revista Cidade

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