Em março, todo o suspense do Cinema Noir nas telas do Sesc

05.03.2018
 Em março, todo o suspense do Cinema Noir nas telas do Sesc

Clássicos de Billy Wilder e Alfred Hitchcock abrem a programação. Ao longo de todo o mês as exibições são gratuitas, às terças e domingos

Ao longo do mês de março o cinema do Sesc Araraquara preparou um recorte pra lá de misterioso, mas também encantador: o Cinema Noir. O público vai se deparar com filmes cujos personagens são detetives ingênuos, mulheres fatais, pessoas corrompidas pelo dinheiro e poder, recorrentes neste subgênero do filme policial, cujo período clássico compreende as décadas de 1940 e 1950.

Muito além dos clichês a ele associados, o Cinema Noir, inspirado pelo estilo expressionista alemão, desenvolveu uma estética sofisticada, na qual luz e sombra espelham a dubiedade do caráter, ações e relações humanas.Os enredos aparecem cheios de drama, obsessão, atração sexual, paranóias e desconfiança.

Considerado o melhor filme noir de todos os tempos, o clássico hollywoodiano Pacto de Sangue (1944), deu início à esta programação na última terça-feira, 6. A produção é uma das obras primas de Billy Wilder, diretor de cinema norte-americano, cuja carreira de roteirista, cineasta e produtor estendeu-se por mais de 50 anos em mais de 60 filmes. O suspense é baseado no livro de James M. Cain, e retrata um crime real: o agente de seguros Walter Neff conhece a atraente PhyllisDietrichson, se apaixonam e ela o convence a elaborar um plano para assassinar seu marido. O objetivo? Ficar com o dinheiro do seguro. O roteiro é assinado pelo célebre autor de romances policiais Raymond Chandler.

Hitchcock, o mestre do suspense, não fica de fora desta seleção.O diretor britânico foi um dos mais conhecidos e populares realizadores de filmes desse gênero de todos os tempos. No domingo (11), às 14h, o Sesc exibe Interlúdio (1946). A trama traz a história de uma mulher (Ingrid Bergman) quepassa a se refugiar na bebida e em homens após o pai - um alemão - ser condenado como espião, e acaba se aproximando de um agente do governo (Cary Grant), que pergunta se ela concorda em ser uma espiã americana no Rio de Janeiro, onde nazistas, amigos do pai dela, estão operando. Ela acaba se casando com um espião nazista, mas se apaixona pelo seu contato no governo americano.

 

INTERLÚDIO
Dir.: Alfred Hitchcock
EUA | 1946 | 101 min

Dia 11, domingo, 14h. Teatro. Classificação 14 anos. Grátis

 

Revista Cidade

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