Vacina de Oxford se mostrou segura e desenvolve anticorpos contra coronavírus

20.07.2020
Vacina de Oxford se mostrou segura e desenvolve anticorpos contra coronavírus

Testada no Brasil em sua 3ª, e mais importante fase, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, é segura e capaz de desenvolver anticorpos contra o novo coronavírus, já que cerca de 91% dos participantes dos testes realizados no Reino Unido (1.077 pessoas) produziram anticorpos e glóbulos brancos para combater o vírus após uma dose única da vacina. Ainda não se sabe quanto tempo dura a resposta imune. A informação é da renomada revista The Lancet.

Uma pequena parcela que recebeu a vacina experimental relatou reações adversas locais e sistêmicas, que foram sanadas com uso de analgésico paracetamol profilático. Os sintomas registrados foram dor, sensação de febre, calafrios, dor muscular e dor de cabeça. Não houve registro de eventos adversos graves.

As respostas de células T, tipo de linfócito, células de defesa do sistema imunológico, atingiram o pico no 14º dia, já as respostas de IgG, anticorpos produzidos pelo corpo em contato com o vírus, aumentaram no 28º. "Esses resultados, juntamente com a indução de respostas imunes, apoiam a avaliação em larga escala dessa candidada à vacina em fase três em andamento", afirma o estudo.

A vacina é composta por adenovírus (um grupo de vírus que causam doenças respiratórias) inativados e proteínas do novo coronavírus. Associadas, as substâncias produzem uma memória de defesa no organismo.

Cerca de 2 mil voluntários em São Paulo, 2 mil na Bahia e mil Rio de Janeiro receberam a dose a partir de 20 de junho - ao todo, são 50 mil voluntários em todo o mundo. A ação é coordenada no Brasil pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Revista Cidade

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