Unesp colabora com Defensoria Pública em mutirão da paternidade

28.08.2018
Unesp colabora com Defensoria Pública em mutirão da paternidade

O Grupo de Genética Forense da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp em Araraquara colaborará com a Defensoria Pública do Estado de São Paulo em um mutirão para reconhecimento de paternidade. Coordenado pela professora Regina Barreto Cicarelli, o grupo é responsável pela coleta das amostras, análise e posterior realização do laudo do DNA.

Nesta primeira fase do processo, a Defensoria recebeu, entre 14 e 24 de agosto, a inscrição dos interessados e agendou a coleta das amostras para o próximo sábado, 1º de setembro. No total, 200 grupos de famílias da capital e do interior foram atendidos e 81 casos foram encaminhados para a coleta. A expectativa é que sejam realizadas dez coletas por hora pela equipe da Unesp. O atendimento da Defensoria Pública de SP é prestado, em regra, a pessoas que tenham renda familiar de até três salários mínimos.

Em 2015, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou o relatório Pai Presente e Certidões. O documento, que teve como base os dados do Censo Escolar 2011, revelou que 5,5 milhões de crianças não possuem o registro do pai na certidão de nascimento. Já um levantamento feito pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo aponta que aproximadamente 8% dos estudantes matriculados no ensino fundamental estão registrados somente com o nome da mãe.

O convênio entre Unesp e Defensoria Pública foi firmado em 2015 e desde então já foram realizadas mais de 1.765 perícias para determinação de vínculo nas regiões dos municípios de São Paulo, São Carlos, Araraquara e Ribeirão Preto. “Esta parceria é um trabalho importante em que transferimos uma tecnologia de última geração para a sociedade”, aponta a professora Regina Barreto Cicarelli, de Araraquara.

A docente destaca ainda a importância da iniciativa para o desenvolvimento cientifico. “Existe uma necessidade de publicações sobre a freqüência com que os alelos aparecem na população brasileira. Em razão da miscigenação da nossa população, precisamos sempre divulgar as mutações que encontramos porque esta é uma casuística importante na avaliação dos resultados dos testes de DNA”, explica a docente, que elogiou o trabalho realizado em parceria com a Defensoria Pública. 

"A Defensoria Pública de São Paulo trabalha muito bem e é extremamente rigorosa nos acordos. Eu sempre comento que é um convênio que não dá trabalho. Pelo contrário: produz conhecimento tanto para eles quanto para a Universidade", afirma.

Revista Cidade

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