Inflação para o primeiro quadrimestre de 2018 é a menor em 24 anos

18.05.2018
Inflação para o primeiro quadrimestre de 2018 é a menor em 24 anos

O valor acumulado neste período ficou em 0,92%, o menor registrado desde a implantação do plano real em 1994

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), parâmetro oficial utilizado para o cálculo da inflação no Brasil, vem apresentando quedas históricas. Segundo levantamento realizado pelo Núcleo de Economia do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio) com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o valor acumulado nos primeiros quatro meses do ano ficou em 0,92%, o menor registrado desde a implantação do Plano Real, em 1994.

O índice é calculado mensalmente com base nos preços de nove grupos de produtos e serviços, considerados essenciais para grande parte da população brasileira. Os preços são coletados em diferentes regiões metropolitanas do país e em alguns municípios, resultando em índices estaduais e uma média nacional. Também existem diferentes pesos de acordo com as regiões estudadas, onde o Estado de São Paulo possui maior representatividade, 30,67% do total.

 

IPCA – Impacto por Grupos – Abril 2018:

Grupo

Variação Mensal (%)

Acumulado em 12 meses (%)

Alimentação e Bebidas

0,09

-2,11

Habitação

0,17

5,47

Artigos de Residência

0,22

-0,54

Vestuário

0,62

2,59

Transportes

0,00

5,67

Saúde e Cuidados Pessoais

0,91

5,79

Despesas Pessoais

0,12

3,55

Educação

0,08

5,19

Comunicação

-0,07

0,3

IPCA (Índice Geral)

0,31

2,76

Fonte: IBGE. Elaboração: Sincomercio

O grupo Alimentação e Bebidas possui o maior peso dentre os apurados, por ser considerado essencial e universal a todos. E este foi o principal responsável pelo controle dos preços em 2017. Enquanto o índice geral cresceu 2,76% nos últimos doze meses, valor já considerado muito baixo para o país, o grupo Alimentação e Bebidas teve uma queda de 2,11% nesse mesmo período. Atualmente, o IPCA se mantém abaixo da meta central de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional. 

 

Revista Cidade

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