Estudantes de Medicina da Uniara procuram voluntários para pesquisa sobre enxaqueca

25.07.2018
Estudantes de Medicina da Uniara procuram voluntários para pesquisa sobre enxaqueca

Interessados devem ter idade entre dezoito e sessenta anos

Os estudantes do terceiro ano do curso de Medicina e integrantes do Grupo de Pesquisa em Química Medicinal e Medicina Regenerativa – QUIMMERA da Universidade de Araraquara - Uniara, Geovana Andressa Viudes e Lucas Cabrini Gabrielli, procuram voluntários para uma pesquisa voltada a crises de enxaqueca. O trabalho é orientado pela doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia em Medicina Regenerativa e Química Medicinal – PPGB/MRQM da instituição, Ana Heloísa Gomes, e coorientado pelo docente do Programa, Nivaldo Antonio Parizotto.

“É preciso que o voluntário tenha entre dezoito e sessenta anos. O objetivo é diminuir a frequência e a intensidade das crises por meio da aplicação de um led de alta intensidade em seis pontos da cabeça, durante um minuto cada posição”, detalha Geovana.

Ela menciona que o projeto será realizado na Clínica de Fisioterapia da Uniara, sendo que, “após uma triagem, os selecionados serão divididos em dois grupos, passarão por uma avaliação médica, escreverão um diário sobre suas dores de cabeça e, após um mês desse diário, receberão o tratamento”.

Para a triagem, a estudante explica que os interessados deverão assinar um termo de consentimento, e irão passar por uma avaliação de um neurologista para a confirmação de diagnóstico.

“A enxaqueca acomete muitas pessoas, principalmente mulheres de meia idade e, assim, acabam deixando de fazer suas atividades cotidianas”, aponta Geovana.

Parizotto comenta que a cefaleia tem uma prevalência muito elevada na população, cerca de 12%. “Isso faz desse problema algo muito importante para a investigação científica. Além disso, não há, ainda, um tratamento completamente efetivo até o momento. Existem dois deles: um para manter, na medida do possível, a redução das crises, com analgésicos rotineiros ou algumas drogas que as evitam, e o outro é feito com medicamentos abortivos da crise. São medicações bem mais fortes, muito agressivas, de modo que diversas das pessoas que as usam acabam acamadas, dependendo da intensidade da crise”, explica.

Para o docente, “é muito interessante tentar expor esse problema e a importância de se fazer um tratamento que seja mais efetivo e menos agressivo, visto que todas as drogas causam efeitos colaterais, sejam mais ou menos intensos”.

Os interessados em fazer parte da pesquisa devem entrar em contato pelos telefones/Whatsapp (17) 99657-2329 ou (16) 99717-0961, ou pelo e-mail cefaleia1@hotmail.com.

Informações sobre o curso de Medicina e o Grupo de Pesquisa QUIMMERA da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.

Revista Cidade

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