Ciência na Escola, da Uniara em parceria com a Prefeitura, reúne grande público no CEAR

19.10.2019
Ciência na Escola, da Uniara em parceria com a Prefeitura, reúne grande público no CEAR

Evento foi realizado nesta sexta-feira, dia 18, e premiou os cinco melhores projetos de escolas públicas com bolsas de iniciação científica júnior

Nesta sexta-feira, dia 18 de outubro, o Centro de Eventos de Araraquara e Região – CEAR foi tomado por jovens cientistas de escolas públicas e privadas da cidade e da região, que apresentaram seus experimentos, desenvolvidos ao longo deste ano para o projeto “Ciência na Escola”, promovido pela Universidade de Araraquara – Uniara, por meio de seu Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia - PPGB, em parceria com a Prefeitura Municipal, por meio de sua Secretaria de Educação.

Na ocasião, foram apresentados quarenta experimentos de diferentes escolas, que receberam troféus e certificados pela participação. As bolsas de iniciação científica júnior, oferecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, foram destinadas aos cinco melhores projetos da modalidade “Projeto Científico”, em cada uma das áreas do conhecimento desenvolvido em escola pública e selecionados pela Comissão Científica.

São eles: “Ansiedade”, desenvolvido pela Escola Estadual Pedro José Neto, na categoria Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas, Linguística, Letras e Artes; “A importância dos Nutrientes na alimentação”, desenvolvido pela Escola Estadual Prof. Joaquim Pinto Machado Junior, na categoria Ciências Biológicas e da Saúde; “Aquaponia e Educação Ambiental”, desenvolvido pela Escola Estadual Prof. Antônio dos Santos, e “Lunaris”, desenvolvido pela Escola Estadual Professor Oacyr Antônio Allero, ambos na categoria Engenharias e Ciências Agrárias; e “Construção de um projeto arquitetônico”, desenvolvido pela Escola Estadual Prof. Joaquim Pinto Machado Junior, na categoria Ciências Exatas e da Terra.

O organizador do evento e coordenador do PPGB, André Capaldo Amaral, agradeceu a todas as escolas participantes e aos parceiros que abraçaram a iniciativa. “Não dá para descrever a satisfação que é ver como foi a feira. Foi um sucesso. Depois de um árduo trabalho, chegamos ao final. E muito linda, com os alunos felizes e engajados, mostrando os projetos que desenvolveram nas escolas. Foi um dia muito produtivo, no qual foram apresentados projetos com temas atuais, conectando a ciência e a tecnologia em nosso dia a dia. Nosso objetivo é de que no próximo ano haja ainda mais escolas participantes”, relata.

Amaral completa que “é uma emoção muito grande colher os frutos de um trabalho de mais de um ano de dedicação, de toda a universidade e setores que nos apoiaram de forma irrestrita, da secretária municipal de Educação, do prefeito Edinho, e de nossos apoiadores”. “A Uniara mostra, mais uma vez, o importante papel de prestação para a sociedade de tudo o que é desenvolvido de ciência, tecnologia e educação em nível superior”, ressalta.

A Secretária de Educação do município, Clélia Mara dos Santos, ressaltou importância do evento. “Os alunos estão totalmente felizes porque o que eles produziram na escola ganhou relevância e foi mostrado para todos. Essa feira, uma iniciativa da Uniara em parceria com Prefeitura Municipal, é um caminho absolutamente promissor para que ações como essa, de fazer pesquisa e de usar os instrumentos que as escolas têm para produzir novos conhecimentos, se avive e ganhe fôlego no interior de nossas unidades”, afirma.

“Uma feira bonita como essa, sob organização do professor André Capaldo, para nós, da escola pública, é extremamente importante para dar esse destaque que a ciência merece e precisa, para que instiguemos a curiosidade dos nossos meninos e meninas, saber que os nossos porquês são importantes - aqueles que a gente se pergunta e faz as coisas acontecerem. O desejo de todos nós é que essa feira se torne permanente, que entre no nosso calendário escolar, para que, anualmente, tenhamos um mês determinado para mostrar a toda a cidade de Araraquara os trabalhos e as pesquisas em desenvolvimento em nossas escolas públicas e privadas. Que isso ganhe, efetivamente, uma relevância para o município, que sejamos seara de novos conhecimentos e de produção de ciência”, completa ela.

Para a professora de Ciências da Escola Municipal de Ensino Fundamental – EMEF Gilda Rocha de Mello e Souza, Vanessa de Souza Moreno, “é muito importante para os alunos estarem se envolvendo não só com a ciência, mas com as tecnologias com as quais fazemos um experimento, e com o que é o pensamento científico”. “Primeiramente, para começarem a se ver dentro de alguma profissão, de modo que sejam incentivados a buscarem uma, e serem estimulados sobre o conhecimento científico, que é observar a natureza e as coisas, desenvolver o espírito crítico, o questionamento, e conseguir desenvolver a percepção de que são capazes de modificar a realidade na qual estão inseridos. A ciência permite que o adolescente e a criança consigam entender que eles têm uma importância para o mundo que o cercam, tanto no sentido de compreendê-lo quanto no de modificá-lo para melhor. A ciência é a base de tudo, de qualquer profissão. Ir à Uniara conhecer os laboratórios foi muito importante para eles e para a nossa escola”, declara.

De acordo com ela, “a adolescência é uma fase em que eles ainda não sabem muito bem quem são e por quê estão aqui, e trabalhar com a pesquisa e com a ciência permite que percebam isso, que existe esse potencial de modificar e de transformar, na escola pública principalmente, porque atendemos um público que vem de um contexto social mais complicado”. “A maior dificuldade que temos é de despertar neles o interesse pelo conhecimento. Eles vêm com aquela consciência de que ciência não serve para nada, o que é justamente o contrário, ela serve para tudo, inclusive para mudar a realidade deles”, afirma.

A aluna Isabella Puccinelli Pipoli, de 15 anos, afirma que “é muito importante inserir a ciência em uma idade meio precoce como a nossa”. “É muito benéfico, porque mostra que o aprendizado traz o prazer de descobrir coisas novas, de você poder, por exemplo, construir algo e ter, no fim do dia, um projeto que você mesmo fez, com suas próprias mãos. É uma sensação maravilhosa. A ciência e o ensino proporcionam esse criar. Eu acho muito importante trazer tudo isso na nossa idade”, diz.

Palestrante do evento, o professor e pesquisador da Universidade de São Paulo – USP de São Carlos, Osvaldo Novais de Oliveira Júnior, conta que “é importantíssimo para os jovens, desde cedo, serem expostos à relevância do conhecimento”. “Conhecimento é a coisa mais essencial para uma sociedade. Toda nação, para ser desenvolvida, precisa gerar conhecimento. Quanto mais cedo os jovens se iniciarem no trabalho de investigação científica, melhor. Além disso, tem também esse contato com a ciência e a tecnologia, que afeta toda a sociedade. Eles precisam saber que só teremos desenvolvimento social e econômico no país, se o Brasil conseguir gerar ciência e tecnologia. A universidade é, no Brasil, o local onde mais se gera conhecimento. E uma de suas missões é transferir esse conhecimento para a sociedade, é fazer um trabalho de extensão, fazer com que a sociedade possa também se beneficiar diretamente do que é feito lá dentro”, completa.

Sobre o “Ciência na Escola”, o pesquisador afirmou ser “um trabalho magnífico, em que a universidade leva aos jovens de ensinos fundamental e médio as noções e os conceitos do que é ciência, e dá a oportunidade de fazerem experimentos e verificarem como podem ser atores do processo de desenvolvimento do país”, contenta-se.

“Primeiramente gostaria de parabenizar a Uniara, na figura do reitor, Luiz Felipe, e ao professor André Capaldo, com todo o meu reconhecimento, pela iniciativa. O André teve a capacidade de articular, por meio da Uniara, vários outros parceiros, para que assim pudéssemos estar incentivando a pesquisa científica nas escolas do município. De imediato, a Prefeitura abraçou a ideia e mobilizou as escolas, além de toda a infraestrutura que colocou à disposição da feira”, relatou o prefeito municipal de Araraquara, Edinho Silva.

Segundo ele, esse é um evento que veio para ficar. “Estamos realizando o primeiro projeto ‘Ciência na Escola’, e tenho certeza de que no ano que vem isso irá se repetir e tornar-se um projeto perene, porque toda vez que incentivamos a pesquisa nas escolas públicas e privadas, fazendo com que os alunos tenham uma capacidade reflexiva e que desenvolvam o senso crítico perante o conhecimento, não há dúvidas de que estamos qualificando o processo educacional, incentivando uma educação de altíssimo nível e, certamente, muitos que estão se iniciando cientificamente nesse projeto construirão carreiras belíssimas, fazendo pesquisas de extrema relevância”, finaliza o chefe do executivo.

Além de Amaral, Silva, Clélia e Júnior, a mesa de abertura foi composta pelo vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Econômico, Damiano Neto, pelo presidente da Câmara Municipal, Tenente Santana, pelo coordenador de C&T de Araraquara, Alexandre Kopanakis, e pela representante da Secretaria de Saúde, Talita Martins.

Revista Cidade

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