Bibliotecas da Unesp disponibilizam mais de 180 títulos sobre o assunto em 24 unidades

15.07.2019
Bibliotecas da Unesp disponibilizam mais de 180 títulos sobre o assunto em 24 unidades

Este mês comemora-se o aniversário de 230 anos da Revolução Francesa que teve início com a Tomada da Bastilha (ou Queda da Bastilha), ocorrida em 14 de julho de 1789. Nessa data, o povo de Paris ocupa a Bastilha, uma prisão tida como um dos símbolos do poder absoluto e do Ancien Régime e como tal se torna o evento mais marcante da luta contra a tirania. 

O dia 14 de julho é hoje festa nacional da República Francesa, e nele se comemora além da Queda da Bastilha (Bastille Saint-Antoine, Bastilha Santo Antônio), a Festa da Federação, evento ocorrido em 14 de julho de 1790, primeiro aniversário da Queda da Bastilha.

A Revolução Francesa foi um ciclo revolucionário que ocorreu no momento da crise do Antigo Regime, em uma sociedade em crescentes tensões entre o Terceiro Estado composto por camponeses e burgueses excluídos de qualquer tipo de participação política e a nobreza e o clero que usufruíam de privilégios como isenção de impostos e direitos a receber diversos tributos feudais. As tensões foram agravadas por perdas de colheitas e escassez de alimentos. O processo revolucionário que pôs fim ao Absolutismo na França contou com ampla participação da burguesia e dos camponeses.

As fases da Revolução Francesa podem ser didaticamente resumidas em: Assembleia Nacional Constituinte e Assembleia Legislativa (1789-1792), Convenção (1792-1795) e Diretório (1795-1799).

A Revolução Francesa, com seus ideais de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” inspirou os movimentos pela independência dos países da América Latina. Suas ideias influenciam política e ideologicamente nossas instituições até os dias atuais. De acordo com o historiador Jorge Grespan, a Revolução Francesa levou a alterações na ideia do direito à participação política e justiça social:

Superou-se definitivamente a tradicional concepção de que homens seriam distintos pela natureza, alguns nascendo melhores do que outros, numa visão hierárquica que acompanhou a humanidade por milênios, para ser substituída só tão recentemente pela de que somos todos iguais. Pôde ser então, finalmente formulada a exigência de cidadania, da participação geral dos homens na tomada política das decisões sobre seu destino coletivo. Pôde também, por outro lado, radicalizar-se tal exigência na reivindicação por justiça social, em que mesmo as diferenças de classe devem ser abrandadas ou até suprimidas. (GRESPAN: p. 9)

As influências do Iluminismo à Revolução Francesa foram significativas, e muitas obras marcaram esse período de grandes mudanças. Em uma pesquisa realizada junto aos recursos informacionais da Rede de Bibliotecas da Unesp, disponíveis aos usuários, foram buscados registros cujo assunto é Revolução Francesa.

Entre os livros da Rede de Bibliotecas Unesp destaca-se um exemplar da primeira edição da Encyclopedie de 1751, editados por Denis Diderot (1713-1784) e Jean d’Alembert (1717-1783), obra rara do acervo da Biblioteca do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, Campus (Ibilce), de São José do Rio Preto. Esta obra foi um dos marcos do Iluminismo e alguns de seus ilustres colaboradores foram Voltaire (1694-1778), e Pierre Mouchon (1733-1797). 

A Equipe da Coordenadoria Geral de Bibliotecas e o prof. Maurizio Babini fazem um convite para que conheçam mais sobre a Revolução Francesa e sobre outros aspectos históricos, filosóficos e culturais, ligados ao tema, através do acervo bibliográfico, físico e digital da Universidade.

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