40% dos brasileiros receberam auxílio financeiro do governo na pandemia

23.07.2020
40% dos brasileiros receberam auxílio financeiro do governo na pandemia

A distribuição do auxílio emergencial atingiu quatro em cada dez (43%) domicílios brasileiros em junho, segundo a PNAD Covid19 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta quinta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

O valor médio no benefício foi de R$ 881 por domicílio. Em maio, 26,3 milhões de domicílios receberam auxílio, o que representa cerca de 38,7% do total.

Em junho, quase metade da população (49,5%), cerca de 104,5 milhões de pessoas, viviam em domicílios em que, pelo menos, um morador recebeu auxílio. 

Ao todo, 29,4 milhões de residências receberam algum auxílio relacionado à pandemia, como o auxílio emergencial e o benefício emergencial de preservação do emprego e da renda. O país tem 68,3 milhões de domicílios. 

Os estados das regiões Norte e Nordeste tiveram 45% dos domicílios beneficiados com auxílio emergencial. No Amapá e no Maranhão, a proporção de beneficiados foi superior a 65%. Já em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a cobertura do programa não alcançou 30% dos domicílios. 

 

Aumento do desemprego

Em junho, a taxa de desocupação chegou a 12,4%, atingindo 11,8 milhões de brasileiros. Mais 1,7 milhão de pessoas ficou sem emprego na comparação com maio, quando a taxa era de 10,7%.

O diretor adjunto de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, afirma que este aumento está relacionado à flexibilização do isolamento social no país. 

"Isso implicou no aumento da população na força trabalho, já que o número de pessoas que não buscavam trabalho por causa da pandemia reduziu frente a maio. Elas voltaram a pressionar o mercado", afirma Azeredo. 

O IBGE considera como "desocupado" o brasileiro que está fora do mercado de trabalho e está procurando uma nova oportunidade. 

Revista Cidade

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