19º Congresso da FACESP discute a importância da mulher na política

06.11.2019
19º Congresso da FACESP discute a importância da mulher na política

A Associação Comercial e Industrial de Araraquara (ACIA) esteve representada por sua diretora Luana Lorençoni, coordenadora Regional da RA 18 da Facesp

Realizado entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro último, o 19º Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) abriu espaço para um painel que discutiu a temática sobre A Importância da Mulher Na Política. 

Com as participações das palestrantes Angela Gandra Martins, secretária Nacional da Família no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; Janaina Paschoal, jurista e deputada na Assembleia Legislativa de São Paulo; e Edir Sales, vereadora na Câmara Municipal de São Paulo, o evento contou ainda com Ana Cláudia Badra Cotait, presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura, além da representativa presença das coordenadoras Regionais.

A Associação Comercial e Industrial de Araraquara (ACIA) esteve representada por sua diretora Luana Lorençoni, coordenadora Regional da RA 18 da Facesp, e que responde pelo Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura, nas 21 cidades da região. 

Ao lado de Ana Cotait, Luana Lorençoni empossou as novas coordenadoras regionais, as empresarias Simone Soriano, de Araraquara, e Flavia Moraes, de cidade de Borborema. Valeria Lopes, da Associação Comercial de Porto Ferreira e Lucimara Perdonatti, de Monte Alto, também tomaram posse.

Falando pela RA 18, Luana afirmou que o intuito de empossar novas coordenadoras é possibilitar o crescimento e o fortalecimento do empreendedorismo feminino à frente de suas Associações Comerciais. "juntas somos mais fortes, disse.

 

Novos espaços

Durante o evento, a secretária Nacional da Família no Ministério da Mulher ressaltou que a contribuição da mulher deve ser levada para o legislativo e para outros lugares. Isso, porém, não significa competir com os homens. 

"É uma somatória. Estamos contribuindo com a sociedade. Sou professora de Filosofia do Direito e já me perguntaram como atingir o objetivo de ampliar a participação política da mulher. É preciso deixar o conformismo de lado e passar a atuar e influenciar na vida política. É importante se perguntar: será que eu estou fazendo a diferença? Estou exercendo a minha missão? É necessário valorizar a voz da família. A mulher tem um olhar que faz a diferença, tanto na vida política como nas ações sociais", concluiu.

 

Talento

Já Edir Sales começou a envolver a plateia do congresso lançando uma pergunta. "Como iremos aumentar o número de mulheres nas casas legislativas? Ela destacou que a mulher precisa começar a valorizar mais a própria mulher. "Muitas de nós ainda confiamos mais nos homens no exercício das atividades políticas. Ainda temos números insatisfatórios, provocados pelo machismo e pelo preconceito. Temos tanto talento quanto os homens", reforçou a vereadora.

Edir lembrou muitas leis sua autoria e de outros parlamentares que foram criadas para valorizar e motivar as mulheres. "Não podemos aceitar quando dizem que a dona de casa não faz nada. Ela trabalha na educação, na saúde, na lição dos filhos, nos cuidados com a casa. Meu pai era sapateiro e minha mãe era costureira, tiveram seis filhos, quatro mulheres e dois homens. Os filhos não tinham responsabilidades sobre os cuidados com a casa, enquanto as mulheres deveriam fazer de tudo. Felizmente as coisas estão mudando, mas ainda temos muito o que desempenhar, não devemos aceitar que tantas mulheres ainda sejam vítimas da violência", enfatizou ela.

 

Nova postura

Deputada estadual mais votada nas últimas eleições, Janaina Paschoal contou ao público do 19º Congresso da FACESP que quando se candidatou existia na sua casa uma dúvida se seria ou não eleita. "Eu dizia que tudo seria como deve ser. Existia um sentimento de muita tranquilidade. Eu acredito em Deus e tenho muita confiança em defender as teses que devem ser defendidas. " Por isso, antes de tomar posse, revelou que amigos se aproximaram e a aconselharam a começar a atuar com calma, diante da predominância masculina no legislativo. 

"Eram pessoas que estavam querendo o meu bem, mas eu não levei isso em consideração. Logo de cara, por exemplo, me candidatei à presidência da Casa. Eu sentia que tinha o dever de aceitar esse desafio. Não fui eleita. E recebi a minha derrota para a presidência da assembleia com a mesma tranquilidade que conquistei o meu mandato nas urnas", contou a deputada estadual.

Em seu início de aprendizado como parlamentar, Janaina reconheceu que a mulher precisa abandonar sua postura de vítima. "Precisamos parar com isso. O preconceito existe, mas a culpa não é apenas do homem. A mulher deve ter coragem para falar sobre todos os assuntos, não só aqueles relacionados à mulher. A sociedade deve entender que podemos discutir e exercer qualquer função. A única diferença entre o homem e a mulher é a força física. É o momento de assumirmos o nosso papel como protagonistas", ressaltou Janaina. "Temos o dever de enfrentar os riscos, de não aceitar a condição de coadjuvante. "

 

Com informações da Assessoria de imprensa da Facesp

Revista Cidade

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