Vila Xavier concentra 50% dos casos de dengue em Araraquara e Prefeitura nega estar omitindo casos

22.03.2019
Vila Xavier concentra 50% dos casos de dengue em Araraquara e Prefeitura nega estar omitindo casos

Informação foi dada pela secretária da Saúde em reunião na Câmara Municipal

De acordo com os últimos dados da Vigilância Epidemiológica divulgados na segunda-feira (18), Araraquara registra 3.824 casos de dengue e quatro mortes confirmadas em decorrência da doença. A cidade é a terceira do Estado com o maior número de casos, ficando atrás de Bauru e São José do Rio Preto. “Apesar de todos os nossos esforços, não conseguimos acabar com os mosquitos”, lamentou a secretária municipal da Saúde, Eliana Honain, em reunião com os vereadores, realizada na quinta-feira (21), na Câmara Municipal, convocada pelo presidente da Comissão de Saúde, Educação e Desenvolvimento Social, Gerson da Farmácia.

Segundo a secretária, apenas a Vila Xavier acumula cerca de 50% dos casos, o que justifica a intensificação das ações de visita às casas, mutirões e nebulização de inseticida na região, lembrando que o veneno elimina apenas o mosquito adulto, não afetando as larvas. “Para isso, precisamos acabar com os criadouros, exterminando qualquer vestígio de água parada, já que 80% dos focos estão dentro das residências”, enfatizou.

Questionada sobre a existência de um plano de prevenção à doença, Eliana informou que o planejamento da pasta é para três anos e que, mesmo após a expectativa de diminuição dos casos com a chegada do outono, as atividades continuarão. Inclusive, a partir de abril, mais 250 pessoas devem se unir à equipe, graças à aprovação, pelos parlamentares, do projeto de lei que permite a contratação de até 500 apoiadores para limpeza e remoção de materiais.

 

Eficiência

“Com um número de funcionários mais do que suficiente para a demanda”, a secretária estuda meios de avaliar a eficiência e a eficácia dos agentes de endemias e dos fiscais. Um deles é a gratificação de desempenho por cumprimento de meta, iniciativa também aprovada pela Câmara Municipal. Outra proposta é a setorização do trabalho, para que cada grupo fique responsável por determinada região, viabilizando o controle dos resultados.

Eliana também rebateu as informações de que a Prefeitura estaria omitindo casos e de que faltariam médicos nos dois polos de atendimento montados na cidade. Segundo ela, um mutirão foi criado para alimentar o sistema de notificação e, quanto ao número de profissionais de saúde, cada unidade conta com dois a quatro médicos, totalizando um investimento mensal de aproximadamente R$ 600 mil para manter as estruturas.

Sobre o suporte às crianças menores de 11 anos, a secretária informou que o atendimento deve ser feito nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) Central ou do Valle Verde, que contam com médico pediatra. E, caso o acompanhante do menor também esteja com suspeita da doença, será assistido no mesmo local.

Também participaram da reunião os vereadores Jéferson Yashuda, José Carlos Porsani, Edson Hel, Edio Lopes, Lucas Grecco, Roger Mendes, e a coordenadora executiva de Vigilância em Saúde, Joice Nogueira Caler.

 

Revista Cidade

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