Secretária de Saúde alerta para risco de epidemia de dengue

02.10.2018
Secretária de Saúde alerta para risco de epidemia de dengue

Afirmação foi feita durante audiência pública de prestação de contas na Câmara Municipal

Em audiência pública realiazda na CÂmara Municipal a secretária de Saúde, Eliana Honain, apresentou os resultados da pasta para o período de maio a agosto deste ano e chamou a atenção para uma possível epidemia de dengue na cidade durante o verão.

“Sabemos que 80% dos criadouros do Aedes aegypti se localizam dentro das residências. A Prefeitura informa, faz campanha, disponibiliza agentes, mas precisamos da ajuda de toda a população. O problema é ainda mais grave porque está circulando o vírus do tipo 2, e a maior parte das pessoas na cidade teve a dengue do tipo 1, portanto, não está imunizada”. No período em questão, a Gerência de Controle de Vetores visitou 122.649 imóveis, para realizar as atividades de nebulização, bloqueio de criadouros e avaliação de densidade larvária, entre outras.

Também durante a prestação de contas, as gerências apresentaram seus resultados, em termos de atendimentos, atividades pontuais, educação, visitas domiciliares, exames e internações, dentre outros. Foram elas: Gerência de Centros Municipais de Saúde, da Estratégia Saúde da Família, de Saúde Bucal, de Educação Permanente em Saúde, das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), do Serviço de Atendimento Médico de Urgência, de Saúde Mental, de Reabilitação, de Auditoria Ambulatorial, de Auditoria Hospitalar, de Vigilância Epidemiológica, de Controle de Vetores, Vigilância Sanitária, Programa IST/HIV/AIDS, Ouvidoria Saúde, de Compras, Licitações e Contratos, e de Gestão Contábil, Financeira, Execução e Controle Orçamentário.

Os custos do setor de Saúde no segundo quadrimestre foram de R$ 172.759.420,19. A maior parte foi destinada aos serviços de Assistência Hospitalar e Ambulatorial (R$ 105.652.123,04), seguida da Atenção Básica (R$ 46.357.993,16). Para dar conta das despesas, a pasta contou com R$ 169.131.859,58, advindos de repasses federais, estaduais, do Tesouro e recursos próprios. “Temos de trabalhar com uma restrição financeira muito grande, e a demanda aumenta cada vez mais. O impacto da Saúde gera uma situação insustentável para os municípios. Precisamos rediscutir com urgência as diretrizes orçamentárias e os repasses”, declarou Eliana.

Revista Cidade

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