Realizada pela Polícia Militar, Comemoração ao 9 de julho lembra o envolvimento de Araraquara no conflito de 1932

10.07.2017
Realizada pela Polícia Militar, Comemoração ao 9 de julho lembra o envolvimento de Araraquara no conflito de 1932

Representativo, evento foi o primeiro oficial do MMDC na cidade e o maior realizado nos últimos 20 anos

Realizada pelo 13º Batalhão da Polícia Militar do Estado de São Paulo e pelo 56º Núcleo do MMDC do Estado, criado na cidade pela Polícia Militar no final do ano passado, aconteceu no último domingo, 9 de Julho, a cerimônia de comemoração ao 85º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, quando a população de São Paulo, civis e militares, se levantaram em armas para derrubar a ditadura e constitucionalizar o País. 

Araraquara, na época uma pequena cidade, teve grande participação no movimento, eviando, entre civise militares, 541 voluntários para os campos de batalha, dentre eles uma mulher, Dna May de Souza Neves, esposa do doutor Camilo Gavião de Souza Neves, que serviu como enfermeira durante o desenrolar do conflito. 

Seis deles morreram em combate, e dois depois do conflito, já em Araraquara, em decorrência dos ferimentos recebidos. Seus nomes estão eternizados no Monumento ao Soldado Constitucionalista localizado na 1ª Rotatória da Avenida Bento de Abreu, local onde se deu a cerimônia. 

Inaugurado em 9 de julho de 1934 na Avenida principal do Cemitério São Bento, o Monumento já foi um Mausoléu e abrigou por décadas os despojos dos heróis araraquarenses que tombaram no conflito. 

No ano de 1972, quando do grande evento em comemoração aos 40 anos da Revolução de 32, os restos dos araraquarenses foram levados para São Paulo, onde eternamente descansarão no Obelisco do Ibirapuera, ao lado dos demais combatentes paulistas que tombaram pela causa.

Em seguida, a Prefeitura de Araraquara transferiu o Mausoléu para a Bento de Abreu, inaugurando o Monumento ao Soldado Constitucionalista com o intuito de eternizar a saga daquela geração de araraquarenses.

 

O Movimento

Durando três meses, e custando oficialmente quase mil vidas (estimativas extra oficiais da época falam em mais de dois mil paulistas mortos), o Movimento Constitucionalista de 32  foi sufocado militarmente pelo governo ditatorial, mas conseguiu seu objetivo, já que com sua deflagração Getúlio Vargas se viu obrigado a convocar a eleição Constituinte de 1933, que culminou na promulgação da Constituição Brasileira de 1934.

Três anos depois, porém, Getúlio deu razão a principal acusação que o Movimento de 32 lhe fazia: a de que ele não pretendia governar sob um estado democrático, e planejava implantar no País uma ditadura escorada na força militar dos Tenentistas. Em 1937, Vargas  fechou o congresso, fechou as Assembléias Legislativas, as Câmaras Municipais e promoveu a intervenção em todos os Governos Estaduais e Prefeituras Municipais, implantando a Ditadura do Estado Novo, que permaneceu no poder até 1945, quando, finalmente foi derrubada.

 

O evento

Dirigido pelo comandante do 13º Batalhão, que também responde pela presidência do MMDC local, Tenente-coronel Adalberto José Ferreira, o evento teve boa afluência de público e foi bastante representativo, contando com a participação do prefeito Municipal Edinho Silva, do Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o ex-deputado Dimas Ramalho, e do presidente da Câmara Municipal, Jefferson Yashuda. Também se fizeram presentes os vereadores Fábio Verri e Tenente Santana.

Dentre as autoridades militares, participaram do evento no espaço de honra o Tenente-coronel Alexandre Wellington de Souza e o Major Paulo Henrique Jurisato.

Também integraram o palanque que comandou os trabalhos o Coronel da reserva, João Alberto Nogueira Júnior, atual Secretário municipal de Segurança Pública, o Juiz de Direito Gilson Miguel Gomes da Silva, o Juiz de Direito Helio Benedini Ravagnani, além do Delegado seccional de Araraquara Fernando Luiz Giaretta. Conduzindo os trabalhos, o Mestre de cerimônia do 13º Batalhão, Capitão Porto. 

No ato, militares e civis receberam condecorações com as medalhas Constitucionalista e Dráuzio Marcos de Souza, como forma de preservar a memória daquela geração que não temeu sacrificar a vida pela democratização do País.

 

Receberam as condecorações:

Dimas Eduardo Ramalho – Conselheiro do TCE

Edinho Silva – Prefeito de Araraquara

João Alberto Nogueira Júnior – Secretário municipal de Segurança Pública

Gilson Miguel Gomes da Silva – Juiz de Direito

Helio Benedini Ravagnani – Juiz de Direito

Fernando Luiz Giaretta – Delegado seccional de Araraquara

Jeferson Yashuda - Presidente da Câmara

Natalino Santana - Vereador

Fábio Verri - Vereador

Hamilton Guimarães Pinto Mendes – Jornalista e historiador

Rogério Belmiro Tampelni – Historiador

 

Militares condecorados:

Tenente-coronel Adalberto José Ferreira

Tenente-coronel Alexandre Wellington de Souza

Major Paulo Henrique Jurisato

Capitão Richard Severino de Souza

Tenente Cesar Ricardo Velasque Trindade

Tenente Lúdio Eduardo Veludo

Tenente Rogério Ferreira Gomes

Subtenente Ricardo Pena

Subtenente Marcos Roberto Galiani Tozzo

Subtenente Marco Aurélio Ferreira

Subtenente Claudenir Ferreira

Sargento Eudes Abrahão da Silva

Sargento Cleverson Cândido Martins

Sargento Mirian de Oliveira Araújo

Sargento Luiz Fabiano Ribeiro

Cabo Taberson Martins

Revista Cidade

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