Prefeitura reduz cerca de 42% da dívida, mas ainda deve R$ 50 milhões

15.03.2017
Prefeitura reduz cerca de 42% da dívida, mas ainda deve R$ 50 milhões

Em coletiva de imprensa concedida na tarde dessa terça-feira, Edinho apresentou bons números, um governo ativo e ágil, afirmou que está motivado, mas confessou que a situação é difícil

Quando assumiu o mandato em 1º de janeiro deste ano Edinho Silva encontrou pouco mais de R$ 87 milhões de dívidas na boca do caixa, fornecedores rompidos com a Prefeitura, uma frota de veículos sucateada, unidades de saúde praticamente sem medicamentos, cerca de 35 mil buracos espalhados pelas vias da cidade, dentre outros problemas não menos graves.

Passados dois meses e meio as notícias são boas: a dívida diminuiu em pouco mais de R$ 37 milhões, o fornecimento de medicamentos está praticamente normalizado, cerca de 8 mil buracos deixaram de existir nas estatísticas, alguns fornecedores voltaram a entregar seus produtos ao município, e boa parte dos contratos foram renegociados com algo em torno de 20% de abatimento.

O problema, porém, é que o cobertor, ao menos até aqui ainda é curto.

A dívida de curto prazo, por exemplo, segue tirando o sono de Edinho e seus auxiliares, já que restam ainda pouco mais de R$ 50 milhões a serem pagos na boca do caixa, além, é claro, do custeio normal da máquina pública. 

E o problema é que se até agora Edinho pôde contar com um "plus" na arrecadação vindo das receitas de início de ano (IPVA, IPTU, dentre outros), a partir de agora a arrecadação do município volta ao normal. 

Ou seja: se a Prefeitura arrecadou cerca de R$ 18 milhões de IPVA neste início de ano e algo em torno de R$ 28 milhões de IPTU - o que ajudou, e muito, na redução da dívida de curto prazo -, a partir de agora os cofres municipais devem ser irrigados com estimados R$ 1,3 milhão e R$ 2,5 milhão ao mês, respectivamente, pelos mesmos impostos. 

Isso, sem falar do repasse de ICMS, que segundo Edinho caiu vertiginosamente neste início de 2017, o que apontaria para uma queda brutal na movimentação econômica do estado de São Paulo nos últimos meses.

Edinho revelou ainda que a maior dívida da Prefeitura atualmente é com a Santa Casa - pouco mais de R$ 7 milhões -, cifra que aponta para o acúmulo de valores não repassados diante de procedimentos realizados pelo hospital. Ou seja: a dívida já vinha de longa data.

De acordo com as palavras do prefeito a situação econômica do município é grave, as perspectivas para o 2º semestre preocupantes, e as esperanças da administração em alcançar sucesso este ano repousam no recebimento da dívida ativa.

Revista Cidade

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