Prefeitura intensifica limpeza e prepara Cemitério das Cruzes para o Dia de Finados

20.10.2018
Prefeitura intensifica limpeza e prepara Cemitério das Cruzes para o Dia de Finados

Previsão é de que mais de dez mil pessoas visitem as sepulturas, a igreja São Manoel e a Sala dos Milagres

Com uma equipe de 19 funcionários, a gestão do Cemitério das Cruzes intensifica a limpeza para acolher os visitantes no Dia de Finados, na primeira sexta-feira (2) de novembro, das 6h às 18h, horário especial para o feriado. A previsão é de que mais de dez mil pessoas visitem as sepulturas, a igreja São Manoel e a Sala dos Milagres no bairro Jardim Paraíso, região noroeste de Araraquara.

A limpeza está intensa, tanto na parte antiga como na parte nova, relata o gestor Luiz Fernando Barroso. "Os serviços de capinação, retirada de galhos, pintura de guias e sepulturas e varrição das passarelas estão avançados para que o cemitério possa receber os visitantes", adianta Barroso.

Segundo a gerente de administração dos cemitérios municipais, Sandra Regina Mendonça, por mês ocorrem de 45 a 50 sepultamentos no das Cruzes e parte nova está em constante expansão para atender a demanda.

"O tradicional Cemitério São Bento está sem oferta de sepulturas e o das Cruzes é de fundamental importância para atender a demanda e mais os cemitérios privados", afirma a coordenadora.

 

Histórico

Conhecido como o cemitério dos Brito, o local era usado no fim do século XIX para enterro das vítimas de febre amarela, epidemia que assolava a cidade. À época, na Bahia ocorria o conflito de Canudos e em Araraquara, no dia 30 de janeiro de 1897, Rozendo de Souza Brito, de 24 anos, e seu tio Manoel Joaquim de Souza Brito, 49, foram presos, sendo o primeiro acusado de matar o coronel Antônio Joaquim de Carvalho, 54, após desavenças entre ambos por motivos políticos.

Uma semana depois, no dia da missa de 7º dia pela alma do coronel, elementos invadiram a cadeia, retiraram os presos e mataram os sergipanos Rozendo e Manoel.

Sobrinho e tio foram enterrados junto aos mortos da febre amarela.  As visitas ao então "cemitério dos Brito" foram proibidas pelos governantes locais por três décadas. O caso 'Linchamento dos Brito" teve repercussão nacional.

 

Capela

Em 1945, o prefeito Camilo Gavião de Souza Neves recebe pedido de autorização para construção de uma capela no local de sepultamento dos Brito. Em 1952, a Capela São Manoel construída por Raphael Narvais Penha foi inaugurada e virou motivo para peregrinação. Mais tarde foi necessário a construção de uma sala para guarda de objetos, fotografias, imagens de santos que os devotos depositavam por graças recebidas. Atualmente, a Sala dos Milagres funciona na parte externa da capela.

Em julho de 1970, começaram os primeiros sepultamentos municipais na parte antiga, até os dias atuais preservada com quadras e passarelas de terra, ao lado da Capela.

A parte nova, padronizada com túmulos simples cobertos de grama e com passarelas de concreto, teve início em 1987. E está localizada atrás da capela com rua interna e estacionamento.

 

Serviço:

Cemitério das Cruzes (Brito)

Local: Praça José Palamone Lepre, sem número

Atendimento administrativo: das 7h às 11h e das 13h às 17h

Telefone: (16) 3331-2254

 

Revista Cidade

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