Prefeitura avalia impacto da mobilização dos caminhoneiros nos serviços públicos e se mobiliza para evitar o pior

25.05.2018
Prefeitura avalia impacto da mobilização dos caminhoneiros nos serviços públicos e se mobiliza para evitar o pior

No caso da coleta de lixo, estoque de combustível dura até a noite de sábado. Executivo espera uma ação rápida do governo federal na superação do impasse com os caminhoneiros, a fim de que não haja descontinuidade nos atendimentos à população

A Prefeitura de Araraquara faz um levantamento e avaliação sobre os possíveis impactos na prestação dos serviços públicos em virtude da manifestação dos caminhoneiros contra a alta do diesel. Na manhã desta quinta-feira (24), todos os setores municipais foram acionados pelo prefeito para que se organizem a fim de que garantam, pelo máximo de período de tempo, a normalidade no atendimento à população.

O setor do transporte público, até agora, é o de maior impacto. O Consórcio Araraquarense de Transporte manifestou preocupação com relação ao desabastecimento de combustível. A Controladoria de Transportes de Araraquara (CTA), que acompanha o caso desde a noite de quarta-feira (23), definiu como primeira estratégia a manutenção de todos os carros, inclusive os extras, nos horários de maior demanda (os chamando horários de “pico”) e, retirada de alguns veículos nos horários de menor demanda. Isso garante que o serviço não sofra grande impacto.

Já no setor de infraestrutura, o impacto foi no serviço de tapa-buracos. A Prefeitura e o Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgoto) tiveram que suspender o trabalho das equipes, devido o desabastecimento de massa asfáltica e outros insumos necessários para o trabalho. De acordo com os responsáveis por esse setor, tão logo a situação se normalize, o Executivo e a autarquia providenciarão reforço de equipe para retomada do serviço no menor espaço de tempo possível.

Já o serviço de coleta de lixo, segundo o Daae, continua normalmente, porém, a reserva de combustível tem previsão até sábado à noite.

No Centralizado Municipal, hoje, deveria chegar 10 mil litros de diesel e 5 mil litros de gasolina. Com o não fornecimento desses combustíveis, haverá racionamento no abastecimento da frota pelos próximos dias. As obras continuam até que seja possível o abastecimento do maquinário.

Já as viagens serão realizadas apenas por motivo emergencial, até que a situação se normalize, bem como o transporte entre hospitais (a depender da situação clínica do paciente). Quando o atendimento puder ser feito na unidade hospitalar que ocorreu o primeiro socorro, a Prefeitura fará essa orientação.

Vale destacar que está mantido normalmente o atendimento do Samu (Serviço Móvel de Urgência), como acidentes e ocorrências, bem como a transferência de pacientes das UPAs para hospitais e o atendimento de emergência (classificação vermelha) em outras cidades da região cobertas pelo serviço. Mas, mesmo esse serviço, por mais que seja priorizado, dependerá nos próximos dias do reabastecimento dos reservatórios de combustíveis da Prefeitura.

 

Assistência Social e Educação

Devido à mobilização, o Governo do Estado comunicou a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social que não fará a entrega do projeto "Viva Leite" que estava prevista para esta sexta-feira (25) aos araraquarenses que integram o programa. Ao todo, são 17 pontos de entrega na cidade.

Já na Secretaria Municipal da Educação, o transporte escolar está funcionando normalmente, assim como a merenda que continua sendo fornecida nas unidades educacionais da rede municipal, já que ainda não há um impacto maior na área de abastecimento de produtos alimentícios e devido aos estoques existentes no Centralizado Municipal. Mas, será necessário o reabastecimento, na próxima semana.

 

Prefeitura pede agilidade

A Prefeitura de Araraquara espera que o governo federal aja com rapidez na tratativa com o Sindicato que representa a categoria dos caminhoneiros, prevalecendo os interesses da população. A agilidade garantirá que a situação seja normalizada o mais rápido possível e impedirá mais impactos na prestação dos serviços públicos e na vida das pessoas que deles dependem.

 

 

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