Prefeitos reclamam de custos para manter leitos desnecessários de Covid-19

26.07.2020
Prefeitos reclamam de custos para manter leitos desnecessários de Covid-19

De acordo com informações publicadas na manhã deste domingo (26), o Governo do Estado de São Paulo já se definiu por importantes alterações nos critérios que norteiam a classificação de fases responsáveis por orientar a flexibilização da economia no estado.

A decisão teria se dado depois de muita reclamação e fortes pressões por parte dos prefeitos municipais, pressionados em suas cidades pelo fechamento de pequenas empresas, alta nas demissões e, pasmem: com os custos para manter abertos leitos desnecessários para Covid-19. 

Isso, mesmo: passados quatro meses do início da quarentena no país, aquelas cidades que fizeram bem o trabalho de casa, cuidaram de construir hospitais de campanha, e de abrir novos leitos para suportar a demanda de pacientes acometidos de coronavírus, estão todas com leitos ociosos desde então, e em nenhum momento chegaram a terem sua estrutura pressionada pela pandemia, vide o exemplo de Araraquara, que acomoda seus pacientes, socorre as cidade do entorno e sempre manteve seus baixos índices de ocupação de leitos.

As reclamações dos prefeitos do interior já acontecem, segundo fontes do governo, desde o mês de junho, o que levou as autoridades estaduais a repensarem sua estratégia e chegarem à conclusão do óbvio: as regras atuais obrigam a manutenção de leitos abertos sem necessidade e quase inviabilizam o progresso para as fases verde e azul.

Ou seja: o governo paulista fará alterações no Plano São Paulo, e patrocinará a chamada "calibragem", uma mudança que foi estudada durante o mês de julho que devem mexer nas taxas de ocupação de leitos parta viabilizar a promoção de municípios para a fase verde, que hoje exige taxa abaixo de 60% - agora a ideia é subir para 75% de ocupação.

A mudança se justificaria porque reduziria os custos de manutenção de leitos cujas vagas não estão sendo ocupadas por pacientes de Covid-19, o que também diminui a capacidade dos hospitais.

Outra mudança é que uma região que permanecer quatro semanas na mesma fase do Plano São Paulo terá direito a progredir de estágio. Os novos critérios começam a valer em 31 de julho.

 Entre os argumentos usados pelos prefeitos para convencer o governo do estado a promover a mudança está o gasto e também a retomada de outros procedimentos médicos como cirurgias eletivas e tratamento de doenças crônicas. Além do uso da infraestrutura da rede de saúde, a manutenção de leitos desnecessários de covid-19 absorve mão de obra.

 Haveria inclusive casos de hospitais privados que alugaram vagas para municípios e agora estão com pressão no atendimento não covid. Estes estabelecimentos já informaram que não renovarão os contratos.

 

Com informações do UOL

 

 

 

Revista Cidade

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