Evento do MMDC de Araraquara lota dependências do SESC

24.05.2019
Evento do MMDC de Araraquara lota dependências do SESC

Realizado para lembrar o 23 de maio, data em que Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo foram mortos pela ditadura, cerimônia homenageou militares e civis pelos relevantes serviços prestados a sociedade

O 56º Núcleo do MMDC Heróis de Araraquara realizou na quinta-feira, 23, a terceira Cerimônia em comemoração ao 23 de maio de sua história. O evento lotou completamente o auditório do Sesc Araraquara, e foi marcado pela entrega das Medalhas Valdomiro Machado e Dna. May de Souza Neves, condecorações criadas pelo órgão de Araraquara e oficializadas por decreto do Governo do estado no ano de 2018.

Fundado por policiais militares em 29 de novembro de 2016 com o intuito de manter viva a memória da geração de araraquarenses que pegou em armas pela democracia durante o processo revolucionário de 1932, o MMDC de Araraquara é considerado um dos mais organizados do Estado.

Funcionário da Estrada de Ferro Araraquara (EFA), e porteiro do Hotel Municipal, Valdomiro Machado era um jovem muito querido na cidade nos idos anos 30, e se apresentou como voluntário para lutar contra a ditadura do Governo Provisório, em 1932. Destacado para lutar nas frentes de Buri, sul do estado, Valdomiro Machado foi atingido por um tiro de fuzil que lhe arrancou um braço, morrendo onde tombou.

Dna. May de Souza Neves, por sua vez, era esposa do médico e fazendeiro Dr. Camilo Gavião de Souza Neves, e logo após a deflagração do processo revolucionário em São Paulo decidiu, com o apoio do marido, seguir para São Paulo e atuar no Serviço Hospitalar para o Soldado Constitucionalista. Dna May seguiu de trem para a capital, ao lado de outros voluntários da cidade, no dia 14 de julho de 1932.

Rica, a história da participação de Araraquara no conflito envolve a mobilização de toda a população em torno da causa, com doações de alimentos, valores e objetos diversos, fabricação de roupas e uniformes, dentre outros para abastecer os contingentes paulistas. Tudo, pela construção de um Brasil justo e democrático.

Daqui partiram para os campos de batalha 541 homens, além de Dna. May. Seis de nossos voluntários perderam a vida em batalha, mas oito homens (um morreu de acidente automobilístico durante licença) ficaram para a história como mártires de Araraquara no conflito: Tenente Joaquim Nunes Cabral, Waldomiro Machado, José Cesarini, Bento de Barros, Joaquim Alves, Diógenes Muniz Barreto, além de Otávio de Oliveira Ameduro e Augusto Moraes.

Revista Cidade

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