Edinho diz que isolamento social permitiu que Araraquara se estruturasse para enfrentar pademia

24.04.2020
Edinho diz que isolamento social permitiu que Araraquara se estruturasse para enfrentar pademia

Falando nas redes sociais sobre os 30 dias de isolamento social estabelecido pela quarentena decretada pelo governo do estado, medida adotada por todas as cidades do estado, o prefeito Edinho Silva afirmou que Araraquara utilizou o período para se estruturar e ter condições de enfrentamento ao novo coronavírus, causador da pandemia da doença respiratória Covid-19.

Destacando que em sua opinião é falsa a contradição entre quarentena e trabalho, Edinho salientou que não existe apenas um caminho a seguir, e que o o debate não deve ser restringido a fechar todo o comércio ou reabrir toda a atividade econômica.

"A quarentena não é um dogma, não é uma verdade absoluta, tampouco o contrário é. A quarentena é um instrumento de saúde pública, de vigilância epidemiológica. Uma medida preventiva, no caso do novo coronavírus, para que haja um certo controle da contaminação para que se tenha o mínimo de domínio sobre o ritmo da contaminação. Para que não ocorra a desassistência aos doentes. Para que exista estrutura capaz para suprir a demanda por leitos, ou o mais grave, por leitos de UTI, por respiradores, já que um paciente grave contaminado pelo novo coronavírus demanda, em média, 14 dias de leito de UTI", explicou.

"A decretação de um isolamento tem que ser momentânea, passageira, tem que consumir o menor período de tempo possível, apenas o necessário, para que os gestores de saúde pública e privada se organizem para garantir a assistência médica aos enfermos. A Prefeitura de Araraquara cumpriu a sua lição de casa", destacou Edinho.

Mas o prefeito ressalta que o Município não pode sair de forma indiscriminada do isolamento. Isso deve ser feito aos poucos. "Já que não seremos pegos de surpresa pela doença, [podemos] ir flexibilizando alguns setores que são importantes que funcionem, seja pela sua função social, seja pela sua capilaridade na geração de trabalho e renda, sempre seguindo as normas da vigilância epidemiológica e com rigorosa fiscalização", afirmou.

"O isolamento não é um fator de normalidade da sociedade. Ao contrário, ele é de extrema violência para o convívio social, mesmo sendo muito importante neste momento pelos fatores já mencionados. Sendo algo anormal, deve ser superado, com muita racionalidade, responsabilidade e colocando o interesse públicos em primeiro plano, tanto os interesses pautados pela saúde pública, como pelos empregos e manutenção da renda das famílias", concluiu Edinho.

 

Cidade preparada

De acordo com ele, durante o período de isolamento social, a Prefeitura de Araraquara criou condições e mecanismos para preparar o município para o enfrentamento da pandemia, o que abriu muitas frentes de trabalho, como: ações de conscientizando da população sobre os riscos da doença; organização da rede básica de saúde para o aumento de demanda; criação do sistema de triagem por telefone; criação do atendimento domiciliar para os idosos, principal grupo de risco; organização de equipes de "bloqueio" e monitoramento dos pacientes contaminados, familiares e comunicantes; criação do atendimento psicológico para a população em quarentena; parceria com a Unesp para a testagem de todos os pacientes sintomáticos; criação da retaguarda necessária para atendimento dos servidores, tanto psicológico, como de assistência médica; colocação em funcionamento do Polo Estratégico de Atendimento ao Coronavírus na UPA da Vila Xavier, com 20 leitos e 9 respiradores; e implantação do Hospital da Solidariedade, hospital de campanha com 50 leitos, sendo 30 de enfermaria e 20 de UTI. "A cidade teve tempo de se preparar", disse ele.

 

Novo decreto

No decreto municipal que prorrogou a quarentena em Araraquara até o próximo dia 10 de maio, a Prefeitura permitiu a reabertura de alguns tipos de estabelecimentos, desde que tomadas todas as precauções necessárias.

Escritórios de advocacia, de contabilidade e imobiliárias podem fazer atendimento presencial limitado a um cliente por sala por vez, somente mediante prévio agendamento, devendo ser dada preferência ao atendimento virtual e mantendo fechadas as portas do estabelecimento.

As óticas podem atender presencialmente apenas um consumidor por vez, com prévio agendamento. Se houver filas, as pessoas devem se manter distantes a 1,5m e as portas devem ficar fechadas.

Garagens de veículos, de revenda de veículos e concessionárias precisam manter as portas fechadas e atender até dois consumidores por vez, com agendamento prévio. Todos os consumidores e profissionais devem utilizar máscaras. Veículos devem ser higienizados com água sanitária ou álcool em gel a 70% a cada teste ou demonstração.

As lojas de venda ou revenda de peças de veículos podem atender presencialmente somente um consumidor por vez. É responsabilidade do estabelecimento manter a distância de segurança entre as pessoas na fila.

E as academias podem funcionar com no máximo um aluno a cada quatro metros quadrados e com agendamento prévio, sendo que alunos e profissionais precisam usar máscaras. Está proibido o atendimento a alunos com mais de 60 anos ou do grupo de risco. Equipamentos, aparelhos e o espaço devem ser higienizados com água sanitária ou álcool em gel a 70% a cada utilização. Durante o horário de funcionamento da academia, o local deverá ser fechado de uma a duas vezes por dia, por ao menos 30 (trinta) minutos, para limpeza geral e desinfecção dos ambientes. Além disso, devem ser disponibilizados recipientes com álcool em gel a 70% para uso pelos alunos e pelos profissionais em todas as áreas da academia.

 

Revista Cidade

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