Dia da Policial Militar Feminina é comemorado com eventos em Araraquara

13.05.2017
Dia da Policial Militar Feminina é comemorado com eventos em Araraquara

Durante o evento as policiais receberam um kit doado pela empresa Dental Gutierre, após intervenção do vereador Cb Magal

O 13º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Araraquara, comemorou nesta sexta-feira, dia 12 de maio, O dia da Policial Feminina.

Com o apoio e a supervisão do Major Paulo Henrique Jurissato, diversas atividades marcaram o evento, que contou com a participação e a confraternização de soldados e oficiais.   

Especial, a data mereceu mensagem do Comandante Geral da PM, Coronel Nivaldo Cesar Restivo.

Confira logo abaixo a mensagem do Comandante Geral, a bela homenagem escrita pela PM Regina, responsável pelo P5, além da história da criação da Policia Feminina no estado e as fotos da comemoração realizada em Araraquara:

 

Mensagem do Comandante Geral:

HOJE É UM DIA ESPECIAL.

É dia de reconhecimento e gratidão às mais de dez mil policiais militares que integram nossa Instituição.

Passados 62 anos, desde as "13 mais corajosas" de 1955, pois assim nossas pioneiras eram denominadas,  hoje nossas policiais militares, não só continuam honrando esse tí­tulo, como também o aperfeiçoam em todos os sentidos.

Se no começo tinham a missão de auxiliar mulheres e crianças, hoje atuam em todas as Unidades da Polí­cia Militar.

Realizar todas as tarefas não significa fazer um trabalho igual ao homem.

A mulher agregou à Polí­cia Militar um novo olhar. Trouxe mais sensibilidade e suavidade ao trabalho policial. Soma-se a todo profissionalismo, doses de afeto e enternecimento, onde um  completa o trabalho do outro e todos ganham.

A Instituição se fortalece e a sociedade recebe um trabalho mais completo.

Parabéns a todas as policiais militares e obrigado por fazerem a diferença na nossa Polícia Militar e, principalmente, na vida de todas as pessoas.

NIVALDO CESAR RESTIVO

Cel PM - Comandante Geral

 

Saiba mais:

Ao observar a inclusão de mulheres no contingente policial em vários países da Europa e nos EUA, autoridades de de São Paulo passaram a considerar mais seriamente a possibilidade de criar a Polícia Feminina, que seria mais indicada para atender certas ocorrências no setor de segurança pública, como, por exemplo, a prostituição e a delinquência juvenil.

Em 1953, Hilda Macedo, assistente da cadeira de criminologia da Escola de Polícia, cujo titular era o professor Hilário Veiga de Carvalho, defendeu a igual competência de homens e mulheres ao apresentar, no I Congresso Brasileiro de Medicina Legal e Criminologia, uma tese sobre a Polícia Militar.

Hilda advogou a causa da criação da Polícia Feminina, afirmando o seguinte: "a criação da Polícia Feminina é, pois, de se aconselhar formalmente, sendo encomiástico um voto para seu imediato estabelecimento consubstanciando uma corporação que formará harmonicamente ao lado de seus irmãos, os policiais, para o melhor cumprimento da lei de da manutenção da ordem, dentro dos ditames da compreensão, do auxílio e da bondade".

Doi anos depois, em 1955, o governador do Estado, Jânio Quadros, encarregou o diretor da Escola de Polícia, Walter Faria Pereira de Queiroz, de estudar a criação em São Paulo de uma polícia feminina.

No mesmo ano, mais precisamente no dia 12 de maio de 1955, sob o Decreto 24.548 , institui-se, na Guarda Civil de São Paulo, o corpo de Policiamento Especial Feminino e, na mesma data, Hilda Macedo tornou-se a primeira comandante do Policiamento Especial Feminino.

Estava criada, assim, a primeira Polícia Feminina do Brasil, pioneira também na América Latina, sendo-lhe atribuídas as missões que melhor se ajustavam ao trabalho feminino conforme as necessidades sociais da época: a proteção de mulheres e jovens.

Em 26 de maio do mesmo ano, publicou-se o Decreto 24.587 , o qual relacionava os requisitos para o ingresso no Corpo Especial. Dentre as 50 candidatas, 12 foram selecionadas para a Escola de Polícia, para um curso intensivo de 180 dias. As 12 mulheres escolhidas e sua comandante foram chamadas "as 13 mais corajosas de 1955".

Nestes 62 anos de existência, a atuação da policial feminina foi bastante ampliada, e elas passamos a atuar, além do policiamento ostensivo, em outras atividades como: trânsito, bombeiro, choque, policiamento rodoviário, ambiental, policiamento com apoio de motocicletas ou bicicletas, radiopatrulhamento, policiamento escolar, corregedoria e assessoria policial militar, inclusive a da Assembleia Legislativa que, atualmente conta com considerável efetivo de policiais femininos.

No dia 1º de fevereiro de 2001, o governador Geraldo Alckmin, criou, no âmbito institucional, o Dia do Policial Militar Feminino, com o intuito de não se perder um fato significativo na história do Brasil e na bela trajetória da polícia no Estado de São Paulo.

Fonte: Internet

Revista Cidade

Publicidade

Brasil