Custo de vida está mais caro em Araraquara

16.10.2018
Custo de vida está mais caro em Araraquara

Principais produtos e serviços utilizados pelos consumidores estão mais caro

O custo de vida em Araraquara subiu. É o que aponta um levantamento do Núcleo de Economia do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio). Na comparação entre janeiro e setembro de 2018, foi registrado um aumento de preço em todos os produtos e serviços mais utilizados pelas famílias na cidade.

De acordo com a conclusão do estudo o resultado foi influenciado principalmente pela elevação da conta de energia elétrica, que sofreu um reajuste de 19,8 % no valor das tarifas por kwh. O gás de cozinha também apresentou um crescimento expressivo do custo (11,6%) nesse mesmo período.

 

Variação de Preços – Comparação de janeiro e setembro de 2018

 

Entre os produtos que apresentaram menor variação de preços, estão   a cesta básica e os combustíveis. A trajetória de queda no preço de produtos de hortifrúti garantiu ainda o resultado mais estável dos alimentos na cidade, sem oscilações muito expressivas. No caso dos combustíveis, entre os dois mais utilizados, a gasolina apresentou aumento de 11% nesse período, enquanto o etanol foi na contramão e registrou uma redução de 10,5%, o que "segurou" a variação média dos preços.

O índice de reajuste de aluguéis também teve participação significativa para a alta em setembro. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGPM) iniciou o ano negativo, ou seja, com redução nos valores dos alugueis. Délis ainda explica que, no decorrer do ano, essa tendência se modificou e em setembro foi registrado o maior valor do ano, com um aumento de 10,05%, prejudicando grande parte da renda das famílias que não possuem residência própria.   

 

Além dos itens apurados na pesquisa, existem vários outros que são essenciais para as famílias brasileiras, como educação, vestuário, saúde e comunicação. “É comum que produtos e serviços tenham seus preços reajustados anualmente, porém, quando esses valores sobem mais do que o reajuste salarial, o consumidor acaba perdendo parte de seu poder de compra”, analisa a economista Délis Magalhães.

 

Revista Cidade

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