Crise atinge emprego e retrai o mercado

13.12.2015
Crise atinge emprego e retrai o mercado

De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a situação de recessão na economia brasileira traz para a realidade da população o temido fantasma do desemprego. 

E neste ano de 2015 a nova realidade do País deixou muitos profissionais e famílias na fila da busca por uma nova oportunidade. A taxa de desemprego no Brasil alcançou 8,9% no terceiro trimestre do ano. Esta é a maior taxa da série iniciada em 2012 - equivalente a cerca de 9 milhões de pessoas. No trimestre anterior (abril, maio e junho), o indicador estava em 8,3%.

Em Araraquara, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego do Governo Federal (Caged), em 2015, até novembro, ocorreram 27.905 admissões contra 29.071 demissões. O déficit de postos de trabalho do período, portanto, é de 1.166 vagas.

Na série histórica acompanhada pelo Caged nunca se gerou tão poucas admissões e o déficit nunca foi tão grande. E o problema agora parece ainda maior do que nas outras vezes em que o estudo se realizou, já que a crise não se verificou apenas em um ou outro segmento da economia, mas em praticamente todos eles, especialmente na indústria, contrução civil e no comércio, setores responsáveis pelas maiores baixas.

Outro importante dado apontado pelas estatísticas do IBGE se refere as mulheres, que representavam no final do terceiro trimestre deste ano 51,2% da população desocupada do país. O IBGE ressalta, porém, que embora as mulheres sejam maioria na população em idade de trabalhar, entre as pessoas ocupadas predominam os homens (56,9%).

E como resultado dessa retração do mercado poucas vagas de serviço temporário foram geradas pelo comércio este ano. A justificativa fica por conta das incertezas vividas pelos empresários em meio às turbulências políticas e econômicas.

De acordo com Antonio Deliza Neto, presidente do Sindicato do Comércio local (Sincomércio),  houve retração de 40% na contratação de temporários em 2015 na cidade, e enquanto o comércio gerou cerca de 600 vagas no ano passado no mesmo período, para este ano o número deve girar cerca de 360 postos.

O momento é de retração.

Revista Cidade

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