Conselho criado pelo governador para planejar reabertura do comércio terá reuniões semanais

08.05.2020
Conselho criado pelo governador para planejar reabertura do comércio terá reuniões semanais

Grupo de prefeitos terá reuniões semanais para monitoramento da situação e planejamento de futuras flexibilizações; quarentena para contenção da Covid-19 foi prorrogada até 31 de maio em todo o estado de SP

O prefeito Edinho foi convidado pelo Governo do Estado de São Paulo para integrar um grupo de 16 prefeitos, denominado Conselho Municipalista, que será responsável por avaliar a situação da Covid-19 em cada região do estado e planejar a futura retomada dos setores econômicos afetados pela crise.

Nesta sexta-feira (8), Edinho esteve no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, e participou de reunião sobre as ações de combate ao novo coronavírus com o governador João Doria (PSDB), com secretários estaduais e outros seis prefeitos (de São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas, Santos, Sorocaba e Presidente Prudente).

Além dos municípios já citados, o Conselho Municipalista também será formado por Marília, Araçatuba, Barretos, São José do Rio Preto, Registro, São José dos Campos, Franca e Bauru.

Logo em seguida da reunião, em entrevista coletiva, o governador anunciou a prorrogação da quarentena em todo o estado até 31 de maio, com objetivo de frear a transmissão do vírus e evitar a sobrecarga no sistema de saúde.

"Fico muito feliz de Araraquara ser incluída nessa comissão que irá dialogar sobre os próximos passos que serão dados em relação ao enfrentamento ao coronavírus. É uma união de forças do Governo de São Paulo junto com os prefeitos do estado. Cada região poderá apresentar o seu plano de retomada", afirmou Edinho.

"O que importa, neste momento, é ter os interesses da população em primeiro plano. É termos união para derrotar nosso inimigo em comum: um vírus que está ceifando vidas", ressaltou.
 
Para o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, a criação do conselho irá contribuir para que as ações sejam tomadas levando em conta a realidade de cada região do estado.

"Vamos fazer, cada vez mais, que as ações das prefeituras e do Governo do Estado sejam agregadas e regionalizadas, superando o período mais duro que iremos enfrentar agora na área da saúde. Essa é a ampliação de um diálogo que vem acontecendo desde o início do combate ao coronavírus", afirmou Vinholi.

Situação preocupante
Na entrevista coletiva, o Governo do Estado apresentou quais são as condições consideradas necessárias para a flexibilização regional da quarentena: isolamento social acima de 55%, redução sustentada de novos casos da doença por 14 dias consecutivos e a ocupação abaixo de 60% nos leitos de UTI exclusivos de Covid-19.

O governador demonstrou preocupação com os números apresentados pelo estado nas últimas semanas. Segundo Doria, em abril, os casos de Covid-19 cresceram 3.300% no interior de São Paulo e 770% na capital e região metropolitana. Além disso, 90% dos leitos de UTI da Grande São Paulo e 70% do interior já estão ocupados.

Caso o isolamento social aumente e chegue a 55%, as projeções indicam que o estado terá entre 9 mil e 11 mil mortos pela doença (atualmente, são cerca de 3.400 vítimas fatais). Com baixo isolamento, seriam mais mortes ainda.

O Centro de Contingência do Coronavírus estadual aponta que a quarentena evitou mais de 40 mil mortes desde o dia 24 de março em todo o estado. "A quarentena está salvando vidas. Retomaremos a economia na hora certa, no momento adequado, respeitando a ciência. Vai passar. Mas, para passar, temos que ficar em casa", afirmou Doria.

Situação da Covid-19 em Araraquara
Segundo o boletim do Comitê de Contingência do Coronavírus divulgado nesta sexta-feira (8), Araraquara possui 111 casos confirmados da Covid-19, com quatro mortes causadas pela doença, e outras 36 pessoas aguardam resultados de exames. Nos hospitais, nove pacientes estão internados: oito em enfermaria (dois confirmados e seis suspeitos) e um confirmado em UTI.

Os grupos de risco da Covid-19 são idosos (acima de 60 anos), pessoas com doenças autoimunes, imunossuprimidos, gestantes, lactantes e pessoas com doenças crônicas. Entre os sintomas do novo coronavírus estão febre alta e persistente, tosse, cansaço e falta de ar.

Para a redução da transmissão da doença, é recomendada a higienização frequente das mãos (com água e sabão ou álcool gel), o uso de máscaras protetivas e o isolamento social, evitando aglomerações.
 

Revista Cidade

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