Comandante do 13º Batalhão convida população para cerimônia do 9 de julho

07.07.2017
Comandante do 13º Batalhão convida população para cerimônia do 9 de julho

O Comandante do 13º Batalhão de Polícia Militar do Interior, Tenente Coronel PM Adalberto José Ferreira vem, emitiu nota na quinta-feira, 5, convidando à população a cultuar as festividades alusivas à comemoração dos 85 anos da Revolução Constitucionalista de 1932.

O evento se realiza neste domingo, 9 de julho, no Monumento ao Soldado Constitucionalista localizado na primeira rotatória da Avenida Bento de Abreu e está previsto para começar às 9 horas da manhã. 

O movimento foi uma resposta ao governo provisório de Getúlio Vargas, que assumiu o poder depois da Revolução de 30 prometendo convocar eleições gerais e uma constituínte, mas acabou com a autonomia dos estados, cidades e mais de um ano depois não dava sinais de que cumpriria o prometido, demonstrando clara inteção de instaurar uma ditadura. São Paulo então se revoltou e pegou em armas  exigindo o retorno do Brasil à constitucionalidade.

 

Nota

A nota emitida pelo comandante do 13º Batalhão enfatiza que entre militares do Exército e da Força Pública, atual Polícia Militar do Estado de São Paulo, encontravam-se inúmeros voluntários civis que, juntos, compuseram o Exército Constitucionalista, o qual, durante 82 dias, defendeu a convicção constitucionalista.

O Exército Constitucionalista perdeu, em combate, 578 homens (conforme o livro Cruzes Paulistas), sendo 173 da Polícia Militar, à época denominada Força Pública, 67 do Exército e 338 voluntários civis. Perdemos militarmente a luta, mas ganhamos, em nosso ideal, o que resultou, um pouco mais tarde, especificamente em 1934, a promulgação da Carta Magna da República.

Os números, porém, são extra oficiais, visto que estimativas da época calculam em cerca de 2 mil paulistas mortos em batalha, com as forças ditatoriais perdendo pouco mais de mil vidas.

O texto lembra ainda que atualmente, o dia 9 de julho é a data cívica mais importante do Estado de São Paulo, sendo considerado pelos paulistas o maior movimento cívico de sua história, surgindo daí a sigla MMDC.

 

Quatro mártires do movimento

Composta pelas iniciais dos nomes de quatro militantes paulistas mortos em confronto pelas forças ditatoriais (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), o MMDC marcou uma geração que lutou por seus ideais.

Martins, Miragaia, e Camargo morreram no conflito, exatamente no dia 23 de maio de 1932  e Dráusio, um menino de 14 anos, faleceu no dia 28 do mesmo mês, em conseqüência de ferimentos sofridos. Além desses quatro, Alvarenga foi ferido gravemente, vindo a falecer 81 dias após, motivo pelo qual foi relegado ao esquecimento.

Em 2004, quando a Revolução completou 72 anos, o governo do Estado promulgou a Lei Estadual 11.658, denominando o dia 23 de maio como "Dia dos Heróis MMDCA" criando, também e na oportunidade, a Medalha MMDCA.

 

Convite:

"Na data de 09 de julho do corrente ano, o 13º Batalhão de Polícia Militar do Interior e o Núcleo MMDC - Heróis de Araraquara realizarão Solenidade alusiva em comemoração ao 85º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932 onde, na oportunidade, serão entregues as Medalhas Constitucionalista e Dráusio Marcondes de Sousa, instituídas pelos decretos 29.896, de 10 de maio de 1989, e 60.730, de 15 de agosto de 2014, respectivamente, as quais tem por objetivo galardoar personalidades civis e militares, instituições públicas e privadas brasileiras ou estrangeiras que, por seus méritos e relevantes serviços prestados ao culto da revolução constitucionalista de 1932, tenham contribuindo para a preservação e memória dos ideais dos jovens constitucionalistas".

Revista Cidade

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